As apostas do PL na campanha contra Eduardo Paes
Nacionalização da campanha ao governo fluminense é plano do partido para aumentar rejeição do prefeito
O pré-candidato do PL a governador do Rio, Douglas Ruas, tem algumas apostas para tentar desbancar o favoritismo do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), seu principal adversário na corrida ao Palácio Guanabara.
A nacionalização da campanha será uma das principais estratégias. O PL vai tentar colar em Eduardo Paes o rótulo de candidato do presidente Lula (PT), enquanto Douglas Ruas será apresentado ao eleitor como o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ideia é vincular ativamente a campanha estadual ao voto para presidente. O partido considera que pode colher frutos porque, em 2022, Lula perdeu para Bolsonaro no Rio de Janeiro. Com isso, o PL busca transferir a rejeição do petista a Paes.
Ao contrário da campanha para prefeito, em que a disputa costuma ficar circunscrita ao âmbito regional, na corrida estadual os nomes dos candidatos a presidente e a governador vão juntos no “santinho” e na urna, o que facilita a associação, destaca uma fonte envolvida na pré-campanha de Douglas Ruas.
O publicitário mineiro Paulo Vasconcelos foi contratado para coordenar a campanha. Ele trabalhou com o governador Cláudio Castro (PL), em 2022, e com o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL), em 2020, quando ele foi derrotado por Paes.
O mote da campanha não é nenhuma surpresa: a segurança pública. Douglas Ruas é a favor da redução da maioridade penal e do endurecimento da legislação penal. Formado em Direito, ele trabalhou com inspetor da Polícia Civil durante cinco anos e é um grande defensor das forças de segurança.
Pesquisas internas mostraram que o nome de Ruas tem um bom potencial de crescimento. Para isso, outra aposta da campanha são os palanques municipais. 69 dos 92 prefeitos do Rio de Janeiro já confirmaram que estarão com o candidato do PL em outubro, segundo apurou VEJA.







