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Carta ao Leitor: Lideranças em disputa

Lulismo e bolsonarismo têm em comum os elevados índices de rejeição nas pesquisas, números que indicam o cansaço da população

Por 12 dez 2025, 06h00 • Atualizado em 12 dez 2025, 10h33
  • Na frieza do calendário, as próximas eleições presidenciais parecem estar batendo à porta: afinal, faltam somente dez meses. No ritmo cada vez mais agitado e imprevisível das articulações, no entanto, esse hiato de tempo representa quase uma eternidade. O cenário político muda a todo momento, feito nuvem, como comparou certa vez Magalhães Pinto, ex-governador de Minas Gerais. A única certeza para 2026 é que o pleito poderá representar o ocaso da influência de um dos dois maiores líderes populares da história do país. Eles estiveram frente a frente em 2022 e no ano que vem, a exemplo do que ocorreu em 2018, salvo uma reviravolta inesperada, o confronto se dará de forma indireta.

    Condenado e preso por tentativa de golpe, Jair Bolsonaro, aos 70 anos, luta para manter a relevância e o peso de sua família. Para ele, o maior pesadelo é ser esquecido, vendo da cadeia uma coalizão de direita seguir de forma independente. O anúncio da pré-candidatura de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, faz parte de uma tentativa do ex-presidente de se manter no jogo, conforme mostra a reportagem que começa na pág. 26. Ao anunciar que iria concorrer ao cargo, o filho Zero Um não falou do que pensa sobre o país. Simplesmente enfatizou que havia aceitado a missão dada pelo pai. Daqui para a frente, terá a difícil tarefa de se mostrar competitivo. Um fracasso reduzirá o peso do clã no jogo do poder.

    Em posição muito mais confortável, Lula lidera as pesquisas no momento. O PT aposta todas as suas fichas na reeleição, pois sabe que uma derrota deixará o partido em uma situação muito difícil. Com a aposentadoria de seu principal líder, a sigla precisará construir na oposição, praticamente do zero, o projeto pós-Lula. Ele ensaiou isso no momento de sua prisão, em 2018, quando, no palanque montado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, ergueu as mãos de Guilherme Boulos e Manuela d’Ávila, sinalizando a renovação. As jovens estrelas não brilharam como se esperava e o campo para a sucessão segue aberto e indefinido.

    O novo tira-teima eleitoral entre o lulismo e o bolsonarismo não terá novidades na arena dos discursos. A principal aposta do presidente para permanecer mais quatro anos no poder é a multiplicação de iniciativas populistas e a demagógica defesa dos pobres contra os interesses dos ricos. Será combatido com a mesma retórica antipetista e as mesmas propostas conservadoras que ajudaram o capitão a chegar ao Palácio do Planalto, com ênfase agora nas políticas de linha dura na área da segurança, tema que virou a maior preocupação dos brasileiros. Além da dificuldade de formar sucessores, ambas as lideranças têm em comum os elevados índices de rejeição nas pesquisas. Esses números indicam o cansaço da população com os velhos discursos e a necessidade de que a campanha de 2026 traga novas propostas para os grandes problemas do Brasil na atualidade.

    Publicado em VEJA de 12 de dezembro de 2025, edição nº 2974

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