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Com trajetória errática e efeito-Flávio, direita termina 2025 em busca de um rumo

O grupo político caminha para uma espécie de prévias no primeiro turno que irá definir quem tem mais bala para duelar com Lula na rodada final

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 dez 2025, 08h00 • Atualizado em 28 dez 2025, 18h37
  • Pesquisa Ipsos-Ipec de avaliação de governo divulgada em dezembro mostrou que 52% da população desaprova o trabalho de Luiz Inácio Lula da Silva nesta terceira passagem pela Presidência da República. Além disso, 44% não votariam no petista de jeito nenhum (a maior rejeição) e 56% dizem que ele não merece ser reeleito. Não à toa, partidos importantes como União Brasil, PP, Republicanos e PSD anunciaram durante o ano que estariam no palanque oposto ao dele em 2026. Tudo isso poderia ser o caldo perfeito para que a direita estivesse confortável para a corrida ao Palácio do Planalto, mas não é o que tem ocorrido, muito em razão da sua trajetória errática em 2025.

    O ano iniciou com seu líder, Jair Bolsonaro, virando réu por tentativa de golpe de Estado. Inelegível e sob risco de ser preso (o que acabou ocorrendo), ele seguiu dizendo que seria candidato. “Vou até o último segundo”, declarou em maio, recusando-se a abrir espaço a um herdeiro político. Apesar disso, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), em abril, e o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em agosto, anunciaram suas pré-candidaturas — que não empolgaram muita gente. O Centrão e setores importantes da sociedade civil não escondem a preferência por Tarcísio de Freitas (Republicanos), o mais bem colocado nas pesquisas. Quando Bolsonaro foi preso, imaginou-se que havia chegado a hora de ele apontar o dedo para o governador de São Paulo, mas o ex-­presidente preferiu seu primogênito, Flávio Bolsonaro (PL), numa tentativa de não perder o controle sobre o eleitorado e manter a questão da anistia no topo da pauta. Com exceção do PL, nenhum partido deu apoio, e a aposta em Tarcísio segue na agenda, à frente de outros nomes, como o do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), de Zema e de Caiado.

    Assim, a direita caminha para uma espécie de prévias no primeiro turno que irá definir quem tem mais bala para duelar com Lula na rodada final. Os quatro primeiros meses do ano serão decisivos, porque é o prazo para Tarcísio e Ratinho Junior deixarem seus cargos se quiserem liderar a oposição na eleição. É também tempo suficiente para Flávio Bolsonaro mostrar (ou não) a que veio.

    Publicado em VEJA de 24 de dezembro de 2025, edição nº 2976

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