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Com TSE em silêncio, deputada pergunta se samba-enredo para Lula é propaganda

Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) questiona Corte sobre desfile da Acadêmicos de Niterói que exalta o presidente em ano de eleição

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 fev 2026, 18h00 •
  • Com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em silêncio sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói em exaltação ao presidente Lula no Carnaval do Rio, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) perguntou oficialmente à Corte o que, ausente um pedido explícito de votos, pode configurar uma propaganda eleitoral antecipada implícita.

    Como mostra reportagem de VEJA na edição que está nas bancas, a agremiação niteroiense cantará na Marquês de Sapucaí uma epopeia para homenagear um presidente da República no ano em que ele será candidato à reeleição, inciativa que é alvo de ações de opositores na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU).

    Invariavelmente, os autores das ofensivas jurídicas apontam como agravante que a escola de samba recebeu 1 milhão de reais da Embratur — assim como as demais integrantes do Grupo Especial, elite do Carnaval do Rio.

    Em sua consulta ao TSE, a parlamentar do Novo ressalta que, pela jurisprudência da Corte, “não é exigido pedido explícito de votos para a caracterização da propaganda eleitoral antecipada, sendo suficiente a presença de elementos que promovam, exaltem ou difundam atributos pessoais ou trajetória política de pré-candidato, ainda que de forma implícita, simbólica ou subliminar”.

    Para ficar em apenas um exemplo, um dos carros alegóricos da Acadêmicos de Niterói vai promover o que o carnavalesco da escola promete ser uma “espetacular” transformação do Lula operário em presidente, retratado por uma escultura de 13 (o número do PT) metros de altura.

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    “Existe hoje uma zona cinzenta perigosa na legislação eleitoral. Falta uma orientação clara do TSE e falta ação das instituições que deveriam coibir abusos. Quando ninguém cumpre seu papel a mensagem que fica é de impunidade diante de algo escancarado”, afirma a deputada a VEJA.

    “Não se trata de arte inocente. É propaganda política descarada e todo mundo sabe disso. Não pode valer para Lula nem para nenhum outro. As autoridades não podem ser omissas e precisam agir para garantir regras iguais para todos”, acrescenta.

    Veja, abaixo, as quatro perguntas da deputada Adriana Ventura ao TSE:

    • A exaltação de pré-candidato por meio de manifestação artística de grande alcance popular, ainda que sem pedido explícito de votos, pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada implícita, nos termos da legislação eleitoral e da jurisprudência do TSE?
    • A utilização de recursos públicos para o financiamento de manifestações artísticas que promovam ou exaltem pré-candidatos agrava ou influencia a caracterização da propaganda eleitoral antecipada, à luz dos princípios da impessoalidade, moralidade administrativa e isonomia entre os futuros candidatos?
    • O fato de a manifestação ocorrer em ambiente cultural ou festivo, como o Carnaval, afasta, por si só, a incidência das normas que vedam a propaganda eleitoral antecipada, ou deve prevalecer a análise do conteúdo, do contexto e do potencial impacto eleitoral da mensagem veiculada?
    • Em tais hipóteses, pode haver responsabilização do beneficiário da propaganda, ainda que este não tenha participado diretamente da concepção do conteúdo artístico, quando demonstrado o prévio conhecimento ou o benefício eleitoral evidente?
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