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Como Daniel Vorcaro pretendia reverter a liquidação extrajudicial do Master

Plano foi por água abaixo depois que banqueiro foi preso por ordem do ministro André Mendonça, do STF

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 mar 2026, 13h07
  • Protagonista do principal escândalo financeiro do país – e que até agora gerou prejuízos na casa dos 50 bilhões de reais para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) –, Daniel Vorcaro tinha colocado em prática um plano para que o governo, a equipe econômica, expoentes do Centrão e até partidos de oposição topassem reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master, incluindo a  possibilidade de o banqueiro cobrir o rombo bilionário que fundos de previdência estaduais e municipais tiveram ao investir em títulos podres da instituição.

    A estratégia ruiu depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decretou a prisão de Vorcaro. No plano pensado por Vorcaro, emissários do banqueiro tentariam  convencer atores políticos de que a liquidação extrajudicial poderia ser tratada de outra maneira.  A ideia era transformar a liquidação extrajudicial, situação em que o Banco Central decreta o fechamento da instituição financeira, congela os bens do alvo e na sequência os vende para pagar os investidores que tiveram prejuízo, em uma liquidação ordinária.

    Por esta tese, o próprio Vorcaro organizaria voluntariamente sua saída de cena, toparia tapar prejuízos que não são abarcados pelo FGC e venderia de forma escalonada e por preços de mercado os ativos do conglomerado hoje bloqueados por ordem do BC.

    Em um primeiro rascunho, já descartado, o ex-dono do Master ainda trabalhava para assumir o crime de gestão temerária, ilícito em que não existe dolo nas fraudes bancárias, fechar um acordo e pagar uma bolada para encerrar o caso. A receptividade de quem ouviu o projeto salva-vidas do ex-banqueiro foi muito ruim.

    O ardil, agora mais distante com o banqueiro atrás das grades e com ordem para ser transferido para o presídio federal de segurança máxima, em Brasília, tinha como pano de fundo também acenar para figurões da política que, por exemplo, apadrinharam investimentos de fundos de previdência estaduais em papeis do Master, uma tormenta que  atinge o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), cujo irmão faz parte do conselho do fundo de previdência do Amapá (Amprev), que investiu 400 milhões em títulos do antigo banco de Vorcaro, e as investigações da CPI Mista do INSS, que teve acesso a mensagens do telefone do banqueiro a pretexto de investigar supostas pressões para que caixas de previdência de aposentadores aplicassem em papeis do Master.

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