Convocação de Flávio à CPMI do INSS pode acontecer?
Deputado do PT, Rogério Correia (MG), pediu ao colegiado que filho do ex-presidente seja convocado a depor
Na volta dos trabalhos da CMPI do INSS na última semana, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentou um requerimento pela convocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pedido usa como argumento uma cadeia de relações que poderiam, em tese, conectar o filho do ex-presidente ao empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. No entanto, de acordo com o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), as chances do pedido ser aprovado são pequenas. À VEJA, ele afirma que muitos pedidos que chegam à CPMI são “provocações políticas”.
“Todo e qualquer requerimento pertinente à investigação será avaliado. Temos recebido muitos que são provocações políticas, envolvendo pessoas que não são investigadas, que não têm relação com nada do INSS e só tiveram, em algum momento, proximidade com alguém investigado. Se o requerimento do Flávio Bolsonaro vai ajudar a entender o que está acontecendo, vou colocar em votação. Agora, se ele vem apenas por uma questão eleitoral, a CPMI não vai levar esse pedido em consideração”, disse o presidente do colegiado.
Viana deu outros exemplos, em seguida. “Há vários nomes que a direita colocou também que não fazem sentido. Queriam convocar Dilma Rousseff. Qual é o objetivo? Tirar o foco”, disse o senador. Segundo ele, tentativas de “politizar” o debate dentro da CPMI serão combatidas. “Queremos entregar ao país informações sobre o que aconteceu e deixar a população formar o seu próprio juízo”, disse em entrevista às Páginas Amarelas da edição nº 2981.
Por outro lado, segundo o senador, a oitiva de Fábio Luis da Silva, o Lulinha, deverá voltar à pauta. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mencionado em alguns depoimentos das investigações sobre a fraude do INSS. O “Careca do INSS” teria usado, em tese, a influência de uma amizade com Lulinha para tentar realizar negócios ilícitos, mas isso não foi comprovado. A CPMI votou no começo de dezembro a convocação do filho de Lula, mas o pedido foi derrotado por 19 votos a 12.






