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Lula garante que não vai escolher amigo ao STF, mas briga por vaga indica outro cenário

O colunista Robson Bonin, de Radar, participou do programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 14 out 2025, 16h51 - Publicado em 14 out 2025, 16h50

A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso abriu uma nova disputa no Supremo Tribunal Federal — e, segundo o colunista Robson Bonin, de Radar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve adotar o “método tubaína” de Jair Bolsonaro ao escolher seu substituto: alguém de confiança, leal e previsível.

Em participação no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, Bonin analisou as falas de Lula na Itália, em que o presidente disse que pretende nomear “uma pessoa gabaritada, que cumpra a Constituição”, negando que busque um amigo para a Corte.

“O presidente diz que não quer um amigo, mas ele conhece vários amigos altamente capacitados”, ironizou Bonin. “É óbvio que vai juntar fome com vontade de comer”, completou Marcela.

Zanin, Dino e o peso da fidelidade

O colunista lembrou que, apesar do discurso institucional, as duas indicações anteriores de Lula ao STF — Cristiano Zanin e Flávio Dino — foram de aliados diretos e pessoais.

“Zanin foi o advogado responsável por reescrever a história de Lula, transformando um condenado em vítima de perseguição. Dino era ministro do governo e amigo próximo. Então, quando Lula fala que não vai indicar um amigo, é bom lembrar que ele já fez isso duas vezes.”

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Para Bonin, o petista aprendeu com os erros do passado, quando o Supremo — mesmo com ministros indicados por ele — conduziu o caso do Mensalão e condenou parte da cúpula petista.

“Lula não quer repetir a ingenuidade de achar que basta indicar nomes técnicos. Ele viu o Joaquim Barbosa, nomeado por ele, liderar condenações contra o PT. Agora quer ministros que ele saiba como pensam, com quem pode conversar.”

O favorito e a briga interna

O nome mais cotado dentro do governo, segundo Bonin, é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, o “Bessias” citado nas conversas de 2016 que marcaram o auge da Lava-Jato.

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“Messias tenta entrar nessa lógica de ser um auxiliar que o presidente sabe que pode confiar. Colocá-lo no Supremo seria garantir um voto fiel, alguém disposto a defender o governo nos grandes embates jurídicos.”

Mas o colunista lembrou que o advogado enfrenta resistência dentro da própria Esplanada.

“Messias comprou briga com muita gente. Ele praticamente não fala com alguns ministros de peso do governo, e esses mesmos ministros agora articulam outros nomes”, disse.

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Entre os concorrentes mencionados por Bonin estão Bruno Dantas, presidente do TCU; Wellington César Lima e Silva, ex-secretário jurídico da Presidência e hoje na Petrobras; e Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado.

STF ou política: o dilema de Lula

A possível candidatura de Pacheco à vaga expõe um dilema político para o Planalto: reforçar o alinhamento com o Congresso ou manter a lealdade palaciana.

“Pacheco é o nome que fala diretamente com o problema que o governo tem hoje: a falta de conexão com o Congresso. O Davi Alcolumbre tem feito pressão para emplacar o nome dele.”

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A decisão final, avalia Bonin, será um teste de força do presidente.

“Lula vai precisar escolher o que quer da vida: se vai bancar o discurso de independência, indicando sozinho alguém de dentro do governo, ou se vai tentar compor e melhorar o terreno político com o Congresso. É o tipo de decisão que define não só a Corte, mas o fôlego do governo.”

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