Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

MPF pede condenação de Cabral por corrupção e lavagem de dinheiro

Procuradores da Lava Jato afirmam que ex-governador do Rio recebeu dinheiro de propina da Andrade Gutierrez para a construção de uma unidade da Petrobras

Por Guilherme Venaglia
23 Maio 2017, 10h31 • Atualizado em 23 Maio 2017, 16h12
  • Em suas alegações finais à Justiça, a força-tarefa da Operação Lava Jato pediu a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB-RJ) por corrupção passiva e 114 crimes de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras. Apresentada ao juiz Sergio Moro, o documento conclui a acusação do Ministério Público Federal (MPF) em um dos oito processos em que o peemedebista é réu.

    A Lava Jato pede, ainda, que a pena do ex-governador seja agravada por ter promovido ou organizado a cooperação dos demais agentes do crime. Na ação, também são réus a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, o ex-secretário de Governo Wilson Carlos, o suposto sócio de Cabral Carlos Miranda e a esposa deste, Mônica Carvalho. Adriana, Wilson e Miranda também são acusados pelos mesmos crimes do ex-governador, enquanto Mônica é denunciada apenas por lavagem de dinheiro.

    O documento também pede que sejam restituídos à Petrobras o valor de 2,7 milhões de reais, considerado o “dano mínimo” que os crimes dos réus causaram à estatal. Por determinação de Moro, a estatal tem até quarta-feira, como assistente de acusação, para complementar os pedidos da Lava Jato.

    Por fim, a defesa dos réus tem oito dias úteis, começando na quinta-feira e indo até o dia 5 de junho. Depois, Moro poderá proferir sentença.

    Processo

    A ação diz respeito ao contrato de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), pelo qual a construtora Andrade Gutierrez teria pago propina. O contrato teria valor original de 819 milhões mas, com cinco aditivos, teria terminado custando mais de 1,1 bilhão de reais.

    Continua após a publicidade

    A denúncia argumenta que os principais executivos da Andrade Gutierrez teriam sido avisados da necessidade de pagar Cabral pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A ação também cita que Cabral e os demais réus da ação teriam comprado diversos produtos com o dinheiro oriundo dos delitos, de móveis a equipamentos agrícolas – caso de Carlos Miranda – até roupas, relógios e vestidos, caso do casal formado pelo ex-governador e por Adriana Ancelmo.

    A VEJA, Alexandre Lopes, advogado da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, afirmou que ela se manifestará em suas alegações finais. As defesas do ex-governador Sérgio Cabral e de Carlos Miranda, procuradas, não se manifestaram. Os advogados de Wilson Carlos Cordeiro não foram encontrados.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.