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MST invade fazenda de Eike Batista em Minas Gerais

Manifestantes também ocuparam uma propriedade ligada ao ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), preso em junho por corrupção

Por Da Redação
26 jul 2017, 13h24 • Atualizado em 4 jun 2024, 18h23
  • Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram na madrugada desta quarta-feira uma fazenda da empresa MMX, que está em recuperação judicial e pertence ao empresário Eike Batista. O MST disse que aproximadamente 200 famílias estão na propriedade, localizada no município de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    A invasão faz parte da Jornada Nacional de Lutas. Segundo o MST, a fazenda em Bicas encontra-se abandonada depois de ter sofrido “crimes ambientais devido à exploração mineral desordenada”. Em nota, o movimento critica a prisão domiciliar de Eike Batista, que é acusado de crimes de corrupção. “Enquanto isso, os trabalhadores brasileiros continuam sofrendo com o desemprego, a falta de moradia e de acesso à terra.”

    O MST também invadiu nesta quarta uma área da Chapada do Apodi, na região oeste do Rio Grande do Norte. Segundo o movimento, o Projeto do Perímetro Irrigado Santa Cruz de Apodi é ligado ao ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), preso em junho na Operação Manus, sob a suspeita de cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal. As fraudes somariam R$ 77 milhões.

    Segundo o MST, o Perímetro Irrigado é conhecido como “projeto da morte” e é palco de conflitos e protestos de camponeses contrários ao processo de instalação do agronegócio na região desde 2012. O grupo pede que as terras desapropriadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Denocs) para construção do perímetro sejam destinadas à reforma agrária.

    Jornada de invasões

    Na terça-feira, o MST invadiu propriedades da Argeplan, que tem como um dos sócios o coronel João Baptista Lima Filho, amigo e ex-assessor do presidente Michael Temer (PMDB), e da Amaggi, empresa que pertence à família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP).

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    Maggi disse nesta quarta-feira que a propriedade invadida por sem-terras é produtiva, por isso não cabe qualquer pretensão de desapropriação para fins de reforma agrária. “É uma ação política, que tem dia para começar e dia para terminar”, afirmou. Ele negou também que haja trabalho escravo na propriedade. “Se tivesse qualquer resquício disso, eu não estaria aqui.”

    O MST também invadiu uma propriedade do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), em Teresina, e uma fazenda do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, em Piraí, no sul do Estado do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira, a Vara Única da Comarca de Piraí acolheu pedido liminar dos advogados de Teixeira para reintegração de posse do imóvel. O MST cumpriu a decisão e desocupou a fazenda nesta manhã, após a realização de um último ato político

    Segundo um dos coordenadores do MST em Minas, Silvio Neto, as invasões “são apenas o começo”. “O Brasil tem o MST disposto a lutar. Com isso vamos garantir nossos direitos”, afirmou. O empresário Eike Batista não foi localizado para comentar o caso.

    (Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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