Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Os novos escândalos que testam aliados de Lula e de Bolsonaro

Ou direita e esquerda… sob pressão

Por Matheus Leitão 19 dez 2025, 15h06 •
  • A operação autorizada pelo ministro Flávio Dino contra os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy atinge um ponto sensível da engrenagem bolsonarista no Congresso. Não se trata de figuras periféricas, mas de lideranças centrais do PL, parlamentares com trânsito direto junto à família Bolsonaro e, no caso de Sóstenes, vínculo histórico com Silas Malafaia. São quadros-chave da articulação política da extrema-direita no Legislativo.

    A decisão do Supremo descreve um roteiro clássico de corrupção política: uso irregular de cota parlamentar, empresa de fachada, movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada de assessores, pagamentos “por fora” e dinheiro vivo. Para investigadores, a apreensão de valores em espécie não é detalhe, mas um sinal recorrente de ocultação deliberada. O despacho de Dino, amparado em relatório da Polícia Federal e parecer da PGR, confere densidade institucional ao caso e afasta a leitura de pirotecnia.

    Do outro lado do tabuleiro, o governo Lula também entra no ano pré-eleitoral com um flanco aberto. O escândalo bilionário da Previdência já produziu desgaste relevante: derrubou um ministro, atingiu o número dois da pasta e alcançou aliados da base governista. A recente citação do nome de Fábio Luís Lula da Silva adiciona um componente politicamente tóxico ao caso, ainda que, até aqui, em estágio preliminar.

    É preciso, porém, estabelecer a hierarquia dos fatos. No caso do filho do presidente, há menções em mensagens de investigados e pressão política por aprofundamento das apurações. Não há, até o momento, decisão judicial nem provas materiais comparáveis às reunidas na investigação que mira os deputados do PL. Trata-se de um risco político relevante, sobretudo no horizonte eleitoral, mas ainda um degrau abaixo em termos de robustez probatória.

    O quadro que se desenha é desconfortável para ambos os campos. A direita vê atingidos alguns de seus principais operadores no Congresso, alvos de uma investigação pesada e bem documentada. A esquerda, por sua vez, enfrenta um desgaste que pode crescer à medida que a apuração da Previdência avance. Às vésperas de um ano decisivo, direita e esquerda chegam à disputa com vulnerabilidades expostas, ainda que em níveis distintos de gravidade.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.