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Polícia x polícia: O incômodo dos agentes do Congresso com as ações da PF

Nos últimos anos, o departamento de segurança da Câmara e do Senado foi alijado das operações contra políticos

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 mar 2025, 18h11

Reportagem desta edição de VEJA mostra como as operações da Polícia Federal que miram deputados e senadores estão gerando incômodo entre figuras influentes do Congresso. Recentemente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi aconselhado a recorrer a um pacote de reações para fazer frente ao que é considerado um jogo entre o governo e o Judiciário para constranger políticos.

Um dos caminhos em estudo prevê que o Departamento de Polícia (Depol) da Câmara ou do Senado instaure um inquérito policial para apurar eventuais abusos e irregularidades na condução das investigações contra políticos. Por esse instrumento, os policiais legislativos podem abrir um procedimento para vasculhar os bastidores das operações e se debruçar, por exemplo, se há preferência em ações que envolvam oposicionistas em detrimento de apurações contra governistas e ainda sobre os métodos praticados pelos agentes para a obtenção de provas.

Se a ideia avançar, a ação será tocada por investigadores que também estão descontentes com o modus operandi das batidas no Congresso. Nos últimos anos, os agentes viram um movimento do Judiciário e da PF para manter-se isolados em apurações contra parlamentares. Antes, os mandados de busca e apreensão eram enviados com o pedido de que a Mesa Diretora, ou seja, a cúpula da Câmara ou do Senado, acompanhasse as operações ou designasse um advogado para a função.

Agora, não há mais essa previsão. No lugar das autoridades, os agentes improvisam testemunhas no momento das operações, normalmente vigilantes dos prédios onde os congressistas moram. Além disso, conforme o relato de policiais do Depol, em muitas dessas situações os agentes da PF não permitem que eles acompanhem as buscas, o que também é uma quebra de um protocolo.

As prerrogativas da Polícia Legislativa

A Câmara e o Senado têm a sua própria polícia, composta por servidores de carreira que protegem tanto os parlamentares quanto a estrutura das Casas. Eles têm total independência, e a entrada de outras forças requer autorização prévia.

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O Departamento de Polícia tem competência para abrir investigações em que os políticos figurem como vítimas. Nestes casos, as prerrogativas são as mesmas da Polícia Federal e da Polícia Civil, com a possibilidade de medidas cautelares como a quebra de sigilo – com a autorização prévia da Justiça. Ao fim do inquérito, os autos são submetidos para análise do Ministério Público.

Já na hipótese de os políticos serem investigados, o eventual crime será apurado pelo Supremo Tribunal Federal. Nestes casos, a Polícia Legislativa pode ser requisitada para auxiliar os inquéritos.

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