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Relator de denúncia contra Temer diz ser ‘isento’ e ‘técnico’

Bonifácio de Andrada, que votou contra a primeira acusação contra o presidente, também critica delação da JBS e diz que Joesley 'deveria ser processado'

Por Da redação
29 set 2017, 20h19 • Atualizado em 29 set 2017, 20h23
  • Escolhido para relatar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) se considera independente o suficiente para a missão, mesmo tendo votado contra a admissibilidade do primeiro pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), em agosto. Naquela ocasião, ele declarou ao microfone que seu voto pró-Temer era “a favor das instituições e do progresso do Brasil”.

    “Não havia ali nenhuma prova de que a mala chegou ao presidente da República. Desde a primeira denúncia eu fiz um exame exclusivamente técnico, não fiz nenhum elogio ao presidente da República nem a ninguém. Eu mostrei que uma delação não é base para nenhuma solução jurídica”, afirma o relator da segunda denúncia, próximo ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos principais articuladores da permanência dos tucanos no governo Temer e afastado do mandato no Senado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Andrada critica a delação premiada dos executivos da JBS, que baseia parte da nova denúncia da PGR, e diz entender que Joesley Batista, dono da empresa, “deveria ser processado”. “Um homem que ilude a presidência da República, entra no Palácio para falar com o presidente com o objetivo de pegar, de uma maneira inteiramente ilegal, afirmações do presidente da República, esse homem não merece uma situação tranquila, merece ser processado”, reforça.

    Em agosto, a Câmara enterrou o pedido de investigação contra Temer por corrupção passiva. Agora, o tucano vai se debruçar sobre um pedido que inclui os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência). Temer é acusado de obstrução de justiça e organização criminosa.

    O deputado mineiro – que está em seu décimo mandato na Câmara – desconversa sobre o conflito interno no partido causado por sua indicação e disse que não vê a possibilidade de ser destituído da CCJ. O líder do PSDB na Casa, Ricardo Tripoli (SP), fez apelos ao presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), para que ninguém da bancada fosse indicado, mas foi ignorado. Tripoli queria evitar que a legenda sofresse mais um desgaste, já que na primeira denúncia o parecer que barrou o prosseguimento do processo veio também de um tucano, o deputado Paulo Abi-Ackel (MG).

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    Bonifácio de Andrada ressalta que não é seu papel convencer a ala jovem do PSDB, os chamados “cabeças-pretas”, a votar contra ou a favor do governo. “Estou pronto para servir exclusivamente a solução de um problema sério porque é uma questão de interesse nacional”, afirma.

    (com Estadão Conteúdo)

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