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‘Tem gente querendo transformar o PT num grande PSOL’, diz vice-presidente do PT

Washington Quaquá afirma que legenda vive “autofagia interna”, defende alianças ao centro para 2026 e diz que só a vaga de Lula é inegociável

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2026, 12h55 • Atualizado em 11 fev 2026, 18h51
  • Vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, fez duras críticas ao próprio partido em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA. O prefeito de Maricá afirmou que há setores internos empenhados em “transformar o PT num grande PSOL” e acusou a legenda de se afastar de suas bases populares.

    “Respeito o PSOL, é um partido respeitável, mas tem gente querendo transformar o PT num grande PSOL, um partido de classe média. Daqui a pouco vão pedir para a gente apresentar a carteirinha da USP para se filiar ao PT”, disse. Para ele, o PT não pode abandonar sua identidade original. “Eu sou a favor de um partido de periferia, de favela, do povo, que tem uma visão plural do mundo.”

    Quaquá também criticou o que chamou de ambiente de “autofagia interna” na legenda. Segundo ele, o partido tem discutido “mal” o cenário eleitoral e precisa pensar um projeto de longo prazo, que ultrapasse as disputas imediatas. Nesse contexto, defendeu um papel central para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “O projeto de longo prazo passa pelo ministro Haddad. É fundamental a figura dele coordenando um programa de governo e um projeto para 30 anos”, afirmou.

    Alianças ao centro e vice negociável

    Sobre as articulações para 2026, Quaquá defendeu a ampliação da base política do presidente Lula em direção ao centro, citando MDB e PSD como potenciais aliados estratégicos. Apesar de elogiar o vice-presidente Geraldo Alckmin — “um vice extraordinário, leal” —, não descartou mudanças na composição da chapa.

    “A única vaga que não pode ser negociada é a do Lula. Todas as outras podem”, declarou, ao ser questionado sobre a possibilidade de oferecer a vice a um partido de centro para consolidar uma aliança mais ampla no Congresso.

    Segundo ele, a construção dessa aliança deve estar ancorada em um projeto de desenvolvimento nacional. “Não é só atrair partidos. É consolidar uma aliança ao centro com o Congresso tendo um projeto de desenvolvimento brasileiro como eixo.”

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