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Trump sabe que ‘rei morto, é rei posto’ e que Bolsonaro ‘é passado’, diz Lula

Presidente revelou que disse ao americano que o julgamento da tentativa de golpe foi 'muito sério, com provas contundentes'

Por Da Redação
27 out 2025, 06h54 • Atualizado em 27 out 2025, 09h05
  • O  presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 27, em Kuala Lumpur, na Malásia, que o ex-presidente Jair Bolsonaro “faz parte do passado da política brasileira”. Ao ser questionado sobre as menções elogiosas de Donald Trump ao político de extrema direita durante a reunião entre os dois líderes, o petista respondeu de forma direta: “Ele sabe que rei morto, é rei posto”.

    + O otimismo de Lula após encontro com Trump na Malásia

    A frase, dita ao fim de uma longa resposta sobre as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, sintetizou o recado político de Lula: o petista quer olhar para a frente e consolidar uma nova etapa de diálogo com Washington, agora em bases pragmáticas. “Eu disse para ele [Trump] que o julgamento foi um julgamento muito sério, com provas contundentes”, afirmou, ao comentar as condenações de aliados de Bolsonaro pelos atos de 8 de janeiro. “Eles foram julgados com direito de defesa, que eu não tive quando fui processado. Portanto, isso não está em discussão.”

    Lula ressaltou que o presidente republicano compreendeu a gravidade do que ocorreu no Brasil. “Disse para ele que tentaram matar a mim, o meu vice-presidente e o ministro Alexandre de Moraes. E ele sabe da seriedade disso”, afirmou. Em seguida, arrematou: “O Bolsonaro era nada praticamente. Era. Porque eu não converso em tom pessoal, converso em tom político, de interesse do meu país”.

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    O presidente brasileiro contou ter sentido “muita sinceridade” no diálogo com Trump e garantiu que o clima entre ambos é de disposição para o entendimento. “Eu estou convencido de que, em poucos dias, nós teremos uma solução definitiva entre Estados Unidos e Brasil”, disse. Lula entregou ao americano um documento com as reivindicações brasileiras, que incluem a suspensão de tarifas sobre produtos nacionais e a retirada de punições a autoridades brasileiras impostas por Washington.

    O petista destacou que a divergência ideológica entre os dois não impede uma relação de respeito. “Eu respeito porque ele foi eleito pelo voto democrático do povo americano, e ele me respeita porque fui eleito pelo povo brasileiro”, afirmou. “Quando dois chefes de Estado colocam isso na mesa, tudo fica mais fácil.”

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    Ao longo da entrevista, Lula fez questão de demonstrar otimismo e enfatizou seu estilo pessoal de negociação. “Eu aprendi a negociar antes mesmo de ser presidente. Sei quando ceder e sei quando não ceder”, afirmou. “Se depender do Trump e de mim, vai ter acordo.”

    Sobre sua relação com Bolsonaro, o presidente voltou a minimizar o papel do antecessor. “O Bolsonaro faz parte do passado. O Brasil precisa olhar para frente. Eu quero construir o futuro deste país, e não ficar preso a quem tentou destruí-lo.”

    A declaração “rei posto é rei morto”, ainda que dita em tom coloquial, marca mais um capítulo da estratégia de Lula de se desvencilhar politicamente da sombra do ex-presidente e reposicionar o Brasil no cenário internacional, agora com protagonismo diplomático e disposição ao diálogo — até mesmo com antigos adversários.

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