Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

Derrotados e perigosos

O Estado Islâmico perdeu seus territórios, mas o ânimo para promover atentados tende a continuar vigoroso em 2018

Por Diogo Schelp Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 dez 2017, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 16h55
  • Foram nove meses de combates ferozes, ao longo dos quais, como sempre, o sofrimento maior recaiu sobre a população civil. Até que, em julho, finalmente o Estado Islâmico (EI) foi derrotado em Mossul pelo Exército iraquiano, por milícias xiitas e curdas e por bombardeios americanos. Cerca de 40 000 pessoas morreram e 3,5 milhões abandonaram suas casas. A cidade no Iraque era, ao lado de Raqqa, na Síria, uma das capitais do grupo, que impunha sua versão do Islã com massacres contra minorias étnicas e religiosas. Três meses depois da libertação de Mossul, foi a vez de Raqqa ser retomada por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos. Há duas semanas, o primeiro-ministro Haider al Abadi anunciou que as últimas áreas do Iraque ainda sob controle do grupo terrorista haviam sido totalmente liberadas. Dias mais tarde, o presidente russo Vladimir Putin, não querendo ficar atrás dos americanos, gabou-se de, com a ajuda das forças do ditador sírio Bashar Assad, ter subtraído do EI seus derradeiros bastiões na Síria. Em seu auge, em 2014, o grupo chegou a comandar mais de um terço do território do Iraque e da Síria.

    O fato de os terroristas não terem mais domínios territoriais é uma ótima notícia, mas isso não significa que deixaram de ser uma ameaça. Sim, eles perderam suas bases seguras para treinar jihadistas e suas principais fontes de financiamento, como o contrabando de petróleo iraquiano, mas sua ideologia niilista e o ânimo para promover atentados tendem a continuar vigorosos em 2018. Dispersos, muitos dos radicais europeus que haviam se juntado ao EI na Síria e no Iraque agora voltarão a seu país de origem dispostos a perpetrar ataques como o que matou 22 pessoas, muitas adolescentes, em um show da cantora Ariana Grande em Manchester, na Inglaterra, em maio. A vigilância terá de ser redobrada.

    Publicado em VEJA de 27 de dezembro de 2017, edição nº 2562

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.