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O medo urbano da febre silvestre

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu todo o Estado de São Paulo entre as áreas de risco para a febre amarela

Por Natalia Cuminale Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jan 2018, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 17h30
  • Silenciosamente, as filas foram se formando em torno dos postos de saúde, como o da foto ao lado, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Famílias inteiras chegaram a atravessar a madrugada como se esperassem a vez de comprar ingresso para um show de rock cobiçado, e, no entanto, estavam em busca de vacina contra a febre amarela. Há um clima de pânico no ar, alimentado pela real escassez de doses. É temor exagerado, embora compreensível, mas convém afastar qualquer possibilidade de epidemia. Neste ano que mal começou foram confirmadas dezesseis mortes, todas de pessoas que estiveram em regiões de risco. É fundamental saber que a febre amarela brasileira é silvestre — não há registros de contaminação em cidades desde 1942 —, apesar de o medo ser urbano. A doença é disseminada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, circulantes apenas em matas. Os insetos vivem na copa das árvores, em áreas de vegetação abundante, e se alimentam, principalmente, do sangue de primatas como os macacos. Não conseguem voar por mais de 500 metros. Se nos infectam, é porque invadimos seu espaço, não o contrário. Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu todo o Estado de São Paulo entre as áreas de risco para a doença. Na prática, quem desejar viajar para a região vai precisar vacinar-se com dez dias de antecedência. Embora correta, a recomendação contribuiu para deixar as pessoas mais alarmadas. O único caminho possível de tranquilidade é, de fato, a vacinação. O verão de 2018 será de cenas como a de São João de Meriti.

    Acompanhe no site de VEJA um serviço completo com as dúvidas mais frequentes sobre a doença

    Publicado em VEJA de 24 de janeiro de 2018, edição nº 2566

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