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Anvisa propõe regras para produção de cannabis medicinal no Brasil

Proposta ainda será discutida pelo colegiado da agência e deve ser publicada até março para atender determinação do Supremo Tribunal de Justiça

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jan 2026, 09h58 | Atualizado em 27 jan 2026, 09h59

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou, nesta segunda-feira, 26, uma proposta para regulamentar a cadeia de produção da cannabis medicinal no Brasil, atendendo a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ideia é estabelecer regras desde a importação das sementes até o plantio, processamento e distribuição dos produtos.

Vale destacar que, embora a maconha seja ilegal no Brasil, substâncias derivadas da planta, como o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC), são utilizadas em quantidades específicas no tratamento de diversas condições de saúde, como a epilepsia.

O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, e o diretor da 5ª Diretoria, Thiago Campos, conduziram a coletiva, na qual explicaram que as propostas serão avaliadas pela diretoria colegiada em reunião pública na próxima quarta-feira, 27. Caso sejam aprovadas, as normas devem entrar em vigor em até seis meses.

Foram apresentadas três resoluções distintas (RDCs), sendo uma voltada à produção, outra à pesquisa científica e uma terceira para associações de pacientes.

Produção

Caso as regras sejam aprovadas, a produção de cannabis medicinal será autorizada apenas para empresas registradas. O cultivo terá rastreabilidade geográfica, registros fotográficos e limite máximo de THC de 0,3%, valor que separa o cânhamo industrial da maconha com efeitos psicoativos.

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Além disso, os produtores precisarão de registro prévio no Ministério da Agricultura, comprovante da origem genética da planta e análises laboratoriais. O transporte das cargas será comunicado à Polícia Rodoviária Federal e restrito a rotas controladas. Em caso de irregularidades, o cultivo poderá ser destruído.

A liberação também seguirá a chamada ‘lógica de compatibilidade’, ou seja, o plantio não poderá exceder o necessário para produzir a quantidade de medicamento autorizada.

Associação de pacientes e pesquisa

Laboratórios que realizarem pesquisas poderão cultivar plantas com THC acima de 0,3%, e também terão que cumprir exigências de segurança, como barreiras físicas, vigilância e acesso restrito. A venda de produtos nessas condições continua proibida.

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Para associações de pacientes, o cultivo será menor e fora do ambiente industrial. Entidades interessadas deverão apresentar projetos à Anvisa, que definirá limites de produção e o número de pacientes atendidos. A comercialização continua proibida e a produção serve apenas para atender os associados, sempre com rastreabilidade.

Prazo

Após análise pelo colegiado da agência, o prazo final para que a Anvisa conclua a regulamentação foi definido em 31 de março, antecipando o cronograma original, que previa a conclusão apenas em junho de 2025.

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