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Apneia do sono e CPAP: entenda distúrbio que afeta Bolsonaro e o tratamento

Ex-presidente, internado após realização de cirurgia, já tinha indicação para tratamento, mas não se adaptou; recomendação é de uso contínuo de dispositivo

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 dez 2025, 16h41 •
  • Internado desde 24 de dezembro para a realização de uma cirurgia para correção de hérnias inguinais e procedimentos de bloqueio dos nervos frênicos para controle do soluço, o ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta do Hospital DF Star, em Brasília nesta quinta-feira, 1°, com a indicação de tratamento para apneia obstrutiva do sono, um distúrbio que causa interrupções da respiração ao longo da noite e que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).

    Cirurgião geral que acompanha Bolsonaro, o médico Claudio Birolini informou em coletiva na tarde desta terça-feira, 31, que o ex-presidente já tinha sido diagnosticado com o distúrbio de sono, mas não estava em tratamento até então por não ter se adaptado ao uso do aparelho indicado para quem vive com a condição.

    “Esse diagnóstico de apneia do sono não é de agora. O Leandro Echenique (cardiologista de Bolsonaro), na primeira internação dele, no Einstein ainda, já tinha feito esse diagnóstico. Ele tinha, naquela época, 90 episódios de apneia durante o sono. Em algum momento, lá atrás, foi feita uma cirurgia nasal para tentar melhorar isso”, relatou.

    Na atual internação, foi realizado um novo exame de polissonografia — método não invasivo que avalia o sono ao longo de uma noite por meio de sensores — para verificar o quadro. “(O exame) mostrou que ele tem uma apneia do sono com características severas com obstrução em até 50 episódios por hora”, descreveu Birolini.

    Pessoas diagnosticadas com apneia do sono costumam relatar fadiga e sonolência durante o dia e apresentam ronco intenso durante a noite. Podem respirar de boca aberta enquanto dormem, acordar com frequência, ter engasgos e ter pausas respiratórias.

    Dados da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM, na sigla em inglês), apontam que a condição afeta mais de 49 milhões de brasileiros. Apenas na cidade de São Paulo, um estudo do Instituto do Sono encontrou o distúrbio de sono em 32,9% da população.

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    Tratamento para a apneia do sono

    Homens, pessoas de meia idade, mulheres na menopausa, pessoas que vivem com obesidade e com hábito de ingerir bebidas alcoólicas antes de dormir estão mais propensas a apresentar apneia do sono.

    Assim, não são apenas mudanças no estilo de vida, como perder peso e evitar o consumo de álcool à noite, que vão resolver o problema.
    O principal meio de controlar o distúrbio e melhorar a qualidade de vida dos pacientes é o uso de um dispositivo conhecido como CPAP, um tipo de aparelho que envia o fluxo de ar contínuo para as vias aéreas por meio de uma máscara, que pode ser ajustada apenas no nariz ou no nariz e na boca — dessa forma, a garganta é mantida aberta durante o sono –.

    Bolsonaro já tinha recebido indicação para o uso do aparelho, mas, segundo seu médico, não se adaptou. “As máscaras de dois ou três anos atrás eram desconfortáveis”, disse Birolini. Desta vez, começou o tratamento no hospital e deve mantê-lo.

    “Está formalmente indicado o uso de terapêutica com CPAP e foi iniciada no hospital Já é a segunda noite que ele utiliza. ele se adaptou bem e disse que dormiu melhor. Então, está indicado o uso contínuo enquanto ele estiver na carceragem”, afirmou.

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    Outra frente de tratamento, recém-aprovada no Brasil, é o uso da caneta antiobesidade à base de tirzepatida, o Mounjaro. Segundo a farmacêutica Eli Lilly, os pacientes que fizeram uso da medicação apresentaram, em média, 20% de perda do peso corporal e tiveram, ao menos, uma redução de 30 interrupções do sono por hora.

    Ainda de acordo com a empresa, até metade dos pacientes deixaram de apresentar os sintomas da doença após um ano de uso da medicação.

    Riscos da apneia do sono

    Os prejuízos às noites de sono e o cansaço no dia seguinte não são os únicos impactos da apneia. A condição está relacionada à piora de problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. Também aumenta o risco de doenças cardiovasculares, porque o bloqueio da respiração restringe o organismo de oxigênio de forma intermitente. Assim, os pacientes estão mais suscetíveis a episódios de doença coronariana, insuficiência cardíaca, fibrilação atrial e derrames.

    Outro impacto é a disfunção erétil. Homens com apneia do sono têm 2,7 vezes mais possibilidade de apresentar o quadro que afeta a vida sexual.

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    Neste ano, pesquisadores descobriram biomarcadores promissores que interligam as duas condições, algo que pode resultar em intervenções para os problemas de ereção.

     

     

     

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