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Câncer de próstata: entenda quadro por trás da morte de Ney Latorraca

Segunda maior causa de morte entre homens, doença precisa de mais atenção e menos preconceito para ser enfrentada

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 27 dez 2024, 16h27 - Publicado em 27 dez 2024, 15h39

A morte do ator e diretor Ney Latorraca, aos 80 anos, nesta quinta-feira, 26, trouxe novamente o câncer de próstata ao centro das atenções sobre saúde masculina. Diagnosticado com a doença em 2019, o artista foi submetido à retirada da próstata e seguiu com tratamento. No entanto, a doença evoluiu, levando a metástases pulmonares que culminaram em uma sepse, complicação que causou sua morte.

“Quando ocorre uma recidiva, ela pode ser local ou metastática. A doença metastática tende a ser mais agressiva, com prognóstico pior, e frequentemente exige tratamentos múltiplos, como bloqueio de testosterona (terapia de privação androgênica) e quimioterapia. No entanto, esses tratamentos podem enfraquecer o sistema imunológico do paciente, tornando-o mais vulnerável a infecções, incluindo aquelas que podem levar à sepse”, explica o urologista André Berger, da Sociedade Brasileira de Urologia. 

O caso reforça a importância de diagnóstico precoce, tratamento adequado e cuidados contínuos para controlar uma doença que, embora comum, ainda é cercada por tabus e desinformação.

Um cenário preocupante

O câncer de próstata é o segundo mais incidente entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados cerca de 72 mil novos casos por ano até 2025, com uma mortalidade anual de aproximadamente 16 mil homens.

No contexto global, os números são igualmente alarmantes. Projeções globais da revista científica The Lancet indicam que os diagnósticos podem dobrar até 2040, passando de 1,4 milhão para 2,9 milhões por ano, enquanto as mortes podem saltar 85% no mesmo período. Especialistas apontam o envelhecimento populacional, a desigualdade no acesso ao diagnóstico e o aumento de fatores de risco como sedentarismo e obesidade como principais motores desse crescimento.

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Importância do rastreamento

Como a doença não apresenta sintomas evidentes na fase inicial, o rastreamento regular é fundamental para identificar alterações na próstata antes que o problema progrida. Exames como o toque retal e o PSA (antígeno prostático específico) são recomendados para homens a partir dos 50 anos ou dos 45 para aqueles em grupos de risco. Essas ferramentas permitem a detecção de tumores ainda em fase precoce, aumentando as chances de cura.

Apesar disso, o preconceito em relação ao toque retal ainda afasta muitos homens das consultas urológicas. Trata-se, contudo, de um exame rápido, indolor e capaz de salvar vidas.

Sintomas e fatores de risco

Um dos maiores desafios no combate ao câncer de próstata é justamente a ausência de sintomas em fases iniciais. Quando eles surgem, geralmente indicam que a doença já está avançada. Os principais sintomas incluem dificuldade para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, dor ao urinar ou ejacular e presença de sangue na urina ou no sêmen. Em casos de metástase, dores ósseas e perda de peso inexplicada são comuns.

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Os fatores de risco incluem:

  • Idade acima de 50 anos, com aumento significativo do risco a partir dos 60.
  • Histórico familiar, principalmente quando parentes de primeiro grau foram diagnosticados antes dos 60 anos.
  • Etnia, com homens negros apresentando maior predisposição à doença.
  • Estilo de vida, incluindo sedentarismo, obesidade e dieta rica em gorduras.

Tratamentos

Embora não exista prevenção direta para o câncer de próstata, hábitos saudáveis ajudam a reduzir os riscos. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, controle do peso, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool são recomendações básicas. Vale dizer que, junto com isso, a melhor prevenção é o rastreio regular.

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Para os casos diagnosticados, o tratamento depende do estágio da doença e das condições do paciente. As opções incluem:

  • Cirurgia: retirada completa da próstata, indicada em estágios localizados.
  • Radioterapia: utilizada como alternativa ou complemento à cirurgia.
  • Hormonioterapia: bloqueio da testosterona, hormônio que alimenta o crescimento do tumor.
  • Quimioterapia: geralmente aplicada em estágios avançados, para controle da doença.
  • Imunoterapia e terapia-alvo: abordagens mais recentes, indicadas em casos específicos.
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