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Câncer de pulmão: estudo mapeia terapia que oferece maior sobrevida em tipo raro

Pesquisador brasileiro avaliou três fármacos disponíveis no país para tumores com alteração no gene ALK; diferença chega a 27 pontos percentuais

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 mar 2025, 18h00

PARIS – Um estudo brasileiro mapeou os tratamentos mais eficazes para aumentar a sobrevida de pacientes que vivem com câncer de pulmão raro e encontrou diferenças que chegam a 27 pontos percentuais entre as opções, que estão disponíveis para tratar a doença no Brasil. O trabalho, apresentado no Congresso Europeu de Câncer de Pulmão (ELCC, na sigla em inglês), evento realizado nesta semana em Paris, pode ser um norte para ajudar oncologistas na definição do tratamento.

No ensaio, foram comparados os medicamentos Alectinibe, Brigatinibe e Lorlatinibe a partir de dados de vida real de mais de 1.100 pacientes extraídos da plataforma global TriNetX para determinar qual deles levaria ao melhor desfecho de sobrevida global.

Os pacientes eram pessoas diagnosticadas com quadro avançado de câncer de pulmão de não pequenas células com fusão do gene ALK, um tipo de alteração genética.

Esse tipo de tumor com mutações tem preocupado a comunidade médica. “A população com mutação no ALK fica entre 5% e 8% dos pacientes com adenocarcinoma de pulmão e tem uma característica bem específica: geralmente, é formada por jovens e não fumantes”, explica o oncologista clínico Carlos Teixeira, coordenador do Núcleo de Tumores Torácicos do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, responsável por supervisionar o estudo.

Drogas de última geração, esses fármacos estão disponíveis na rede privada de saúde e fazem parte da rotina dos oncologistas ao definir a terapia a ser utilizada em seus pacientes. Embora conhecidos, os medicamentos ainda não tinham sido comparados.

“Para esse estudo, a gente utilizou uma plataforma de dados mundial e, nela, acessamos dados de pacientes de forma retrospectiva, coletando as informações de pessoas que usaram essas três drogas para verificar a probabilidade de estarem vivos em cinco anos”, diz Teixeira.

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Com o uso do banco de dados, desafios para levantar e avaliar informações de casos considerados raros foram superados. “A gente tem uma população muito grande e fazer estudos de forma prospectiva com essas drogas é muito difícil, porque o recrutamento desses pacientes é complicado, já que são casos raros. Olhar para trás de forma retrospectiva é muito importante.”

O que o estudo descobriu?

Os medicamentos foram comparados entre eles de dois em dois e quem teve o melhor desfecho em longo prazo foram o Alectinibe, uma droga de segunda geração, e o Lorlatinibe, a mais recente. O Brigatinibe, também de segunda geração, teve resultados inferiores.

Segundo Teixeira, não houve diferença significativa na comparação entre Lorlatinibe e Alectinibe, com 61% e 62% dos pacientes vivos em cinco anos, respectivamente.

No embate entre Brigatinibe e Lorlatinibe, este último alcançou 60% contra 53% da droga de segunda geração. Na avaliação de Brigatinibe e Alectinibe, o índice foi de 44% de pacientes vivos para o primeiro e 71%, para o segundo, uma diferença que atinge 27 pontos percentuais.

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“Os melhores desfechos em longo prazo foram para Alectinibe e Lorlatinibe, o que está alinhado com a prática e os estudos sobre essas drogas. É um achado de vida real em uma população rara de câncer de pulmão, que são os pacientes com fusão do ALK, o que ajuda o oncologista na definição do tratamento dentre as opções de tratamento disponíveis e todas elas estão disponíveis no Brasil no sistema privado”, afirma o oncologista.

De acordo com Teixeira, é preciso atentar que o estudo ajuda o médico na tomada de decisão, mas não tem como alvo as respostas alcançadas pelo tratamento em cada paciente. “O que não dá para avaliar se o uso sequencial pode alterar desfechos em longo prazo.”

Câncer de pulmão

O câncer de pulmão é uma doença que costuma ser grave por ser silenciosa. Assim, pode ser descoberta em quadros mais avançados, o que dificulta o tratamento, que pode ser realizado com cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tumor é o terceiro mais comum em homens e o quarto mais frequente em mulheres, quando excluído o câncer de pele não melanoma. Por ano, são 32.560 novos casos e 28.868 mortes no Brasil.

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O principal fator de risco é o cigarro, por isso, a recomendação dos profissionais de saúde é não ter hábitos tabagistas.

Conheça os principais sintomas

  • Tosse persistente
  • Escarro com sangue
  • Dor no peito
  • Rouquidão
  • Piora da falta de ar
  • Perda de peso e de apetite
  • Pneumonia recorrente ou bronquite
  • Sentir-se cansado ou fraco
  • Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns

Fonte: INCA

* A repórter viajou para o Congresso Europeu de Câncer de Pulmão a convite da Johnson & Johnson Innovative Medicine no Brasil

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