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Carcinoma de células escamosas: entenda câncer de Bolsonaro

Lesão é o segundo tipo mais comum e tem relação com exposição solar; manchas com comportamento atípico e feridas que não cicatrizam são sinais de alerta

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2025, 18h40 • Atualizado em 17 set 2025, 19h26
  • O tipo de tumor detectado na análise de lesões que confirmou câncer de pele no ex-presidente Jair Bolsonaro é o segundo tipo mais comum e, no caso do ex-mandatário, está em fase inicial, o que representa um bom prognóstico, de acordo com especialistas ouvidos por VEJA. Bolsonaro realizou um procedimento para remoção de oito lesões no último domingo, 14, e duas delas indicavam carcinoma de células escamosas.

    No caso do câncer de pele, é importante saber que o tipo mais grave é o melanoma, também o menos frequente. O mais comum é o carcinoma basocelular, considerado o menos agressivo e que não se espalha para outras partes do corpo, segundo a médica dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

    “O carcinoma de células escamosas é um tumor que se origina das células escamosas, que fazem parte da camada mais superficial da pele. Geralmente está associado à exposição solar crônica e pode ser mais agressivo que o basocelular, principalmente quando não é tratado precocemente”, explica.

    O boletim médico de Bolsonaro diz que o tumor está “in situ” e Claudia diz que isso indica um diagnóstico precoce, algo preconizado pelos especialistas. “Significa que ele ainda está restrito à epiderme e não invadiu camadas mais profundas. Ou seja, trata-se de uma fase inicial, com excelente prognóstico, especialmente quando tratado e acompanhado adequadamente.”

    A dermatologista diz que esse tipo de lesão é comum em pessoas de pele, olhos e cabelos claros, que acabam tendo menor proteção natural contra a radiação ultravioleta. A exposição solar intensa e sem proteção são fatores de risco para a doença, assim como o uso de medicamentos que impactam no sistema imunológico, caso de pacientes imunossuprimidos. “Os idosos estão mais suscetíveis, já que o dano solar é cumulativo ao longo dos anos”, completa.

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    O médico oncologista Fernando Zamprogno, coordenador de Oncologia do Grupo Kora Saúde, explica que são estimados 220 mil novos casos por ano de câncer de pele não melanoma no Brasil e a maioria não oferece risco por ser uma doença localizada.

    “Em geral, ninguém morre de câncer de pele não melanoma, só quando o indivíduo é muito negligente ou não teve acesso a serviços de saúde, de modo que a doença ficou muito grande e inoperável.”

    Como é feito o tratamento?

    Nesse tipo de tumor, o tratamento mais comum é a cirurgia para retirada completa da lesão. “Em algumas situações específicas, também podemos indicar crioterapia, que é o congelamento da lesão com nitrogênio líquido. Existem ainda opções de terapias tópicas, como o uso de cremes com imiquimode ou 5-fluorouracil, que podem ser aplicados em determinados casos, além de tratamentos como a terapia fotodinâmica”, afirma Claudia.

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    O médico que acompanha o caso de Bolsonaro, Claudio Birolini, afirmou que o ex-presidente — que cumpre prisão domiciliar e esteve internado nesta terça-feira, 16, após se sentir mal — não vai fazer quimioterapia. O boletim médico informa que haverá a “necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica”. Bolsonaro já teve alta.

    “Geralmente, é uma doença curável com a cirurgia não precisando de radioterapia nem quimioterapia”, explica Zamprogno.

    Como evitar o câncer de pele?

    De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a exposição solar prolongada e sem proteção é o principal fator de risco para o aparecimento de lesões cancerígenas na pele. É fundamental ficar atento em caso de aparecimento de manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram e de feridas que não cicatrizam em até quatro semanas. Ao notar esses sinais, a pessoa deve buscar um dermatologista para avaliação. Os principais cuidados são:

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    • Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h.
    • Procurar lugares com sombra.
    • Usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas.
    • Aplicar na pele, antes de se expor ao sol, filtro (protetor) solar com fator de proteção 15, no mínimo.
    • Usar filtro solar próprio para os lábios.

     

     

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