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Coronavírus: Com 1.349 mortes em 24 horas, Brasil registra recorde

No mesmo período foram registrados 28.633 casos; desde o início da pandemia, são 32.548 óbitos acumulados e 584.016 diagnósticos positivos

Por Redação 3 jun 2020, 22h11 • Atualizado em 3 jun 2020, 22h17
  • Ministério da Saúde atualizou na noite desta quarta-feira, 3, o número de casos e mortes por Covid-19. De acordo com o levantamento das secretarias regionais, foram registrados nas últimas 24 horas 28.633 casos e 1.349 mortes em decorrência do novo coronavírus. Trata-se do maior registro diário de vítimas fatais, superando os 1.262 da última terça, 2. Os casos confirmados também foram expressivos e somam a terceira maior taxa da série histórica. No total, são 32.548 óbitos acumulados e 584.016 diagnósticos positivos no país desde o início da pandemia.

    Há ainda 238.617 pacientes recuperados e 312.851 casos em acompanhamento. Óbitos suspeitos somam 4.211 ocorrências.

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    O anúncio, que normalmente ocorre às 19h, veio com atraso nesta quarta-feira devido a “problemas técnicos”, de acordo com o Ministério da Saúde. A coletiva de imprensa com os técnicos da pasta também foi cancelada e remarcada para a tarde desta quinta. No mesmo horário em que aconteceria a coletiva da Saúde, o chefe da Secom, Fabio Wajngarten, e o secretário de Publicidade, Glen Valente, deram uma entrevista de última hora a jornalistas sobre a CPMI das fake news.

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    A Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou que vai testar em brasileiros a vacina para Covid-19 desenvolvida na instituição. A análise terá apoio do Ministério da Saúde e começa ainda neste mês. Serão 2.000 voluntários ao todo, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O Brasil fará parte do plano global de desenvolvimento da vacina e é o primeiro país, fora o Reino Unido, a ter acesso ao antídoto. O procedimento foi aprovado pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na noite da última terça-feira, 2.

    Em São Paulo, os estudos serão comandados pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). A infraestrutura médica e de equipamentos será financiada pela Fundação Lemann. O país foi escolhido justamente por ainda enfrentar um momento de aceleração da pandemia, o que os especialistas chamam de curva de casos “ascendente”. Outras nações também devem participar do trabalho de testagem da vacina. Os resultados serão fundamentais para que o antídoto consiga o registro oficial, previsto para o final deste ano.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) também confirmou a retomada dos testes clínicos com hidroxicloroquina, como parte dos esforços em busca de tratamentos e vacinas para a Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

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    A equipe de especialistas que monitora os testes clínicos realizados em 35 países sob a supervisão da OMS recomendou na semana passada, por precaução, a suspensão dos testes com o fármaco devido a possíveis riscos à saúde.

    Em coletiva de imprensa do governo de São Paulo desta quarta-feira, o vice-governador Rodrigo Garcia afirmou que os casos do novo coronavírus no estado ficarão entre 190.000 e 265.000 até o fim de junho. A estimativa matemática foi realizada por especialistas do Centro de Contingência do Coronavírus, montado por Doria, e leva em consideração a transmissibilidade da doença, entre outros dados epidemiológicos da pandemia. Considerando os números divulgados pela Secretaria de Saúde, onde a marca de casos totais chega a 123.483, a modelagem aponta que, no pior dos cenários, os diagnósticos mais que dobrariam em toda a região, com incremento de 146.705 pessoas infectadas. A pasta da Saúde lembrou que a testagem de pacientes também está em crescimento, o que pode influenciar a medida. Nas últimas 24 horas todo o Estado de São Paulo teve incremento de 252 novas mortes e 5.188 novos casos confirmados.

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