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Coronavírus: Wuhan, marco zero da pandemia, deixa o vírus para trás

Enquanto o mundo se aproxima de 1 milhão de mortes pela Covid-19, a cidade chinesa onde a pandemia começou tem uma rotina quase normal

Por Redação 28 set 2020, 12h02 • Atualizado em 28 set 2020, 20h09
  • Wuhan, a cidade chinesa que há nove meses era o epicentro da Covid-19, deixou o vírus para trás e renasceu. Esta manhã, as crianças iam para a escola, em meio ao trânsito intenso da cidade, que quase voltou ao normal. Grandes festas em piscinas são registradas e os parques de diversão lotados.

    Agora, a maioria das máscaras fica pendurada no queixo de seus usuários, ao invés de cobrir a boca e o nariz, e os shoppings estão lotados. “Wuhan renasceu”, disse An An, residente na cidade, à AFP. “A vida voltou a ser o que era antes. Todos nós que moramos em Wuhan nos sentimos bem”, acrescentou. Cenas bem diferentes do início do ano, quando imagens fantasmagóricas e sombrias de Wuhan confinada e isolada rodaram o mundo.

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    Por outro lado, o orgulho de ter vencido a doença se confunde com a tristeza causada pelo balanço de quase 1 milhão de mortes que a pandemia já provocou em todo o planeta. “Um milhão de pessoas, falando em termos relativos à população global, pode não ser muito”, diz Hu Lingquan, cientista que mora em Wuhan. “Mas estamos falando de pessoas reais, de pessoas que tinham família”, acrescenta.

    O vírus surgiu em Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes, que registrou 50.340 casos confirmados e 3.869 óbitos pela doença, o maior número de infectados e mortes no país. Mas desde maio não são registrados novos casos em Wuhan, e muitos habitantes locais criticam a resposta global à epidemia, que parece ter sido controlada em território chinês. “Do ponto de vista chinês, a resposta de outros países ao vírus tem sido muito ruim”, diz Hu.

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    A China afirma ter derrotado o vírus, enquanto de Londres a Melbourne, passando por Madri ou Tel Aviv, as pessoas voltam a se confinar. Após meses de medidas duras, a economia está se recuperando no país, com a reabertura de fábricas e os consumidores de volta às lojas.

    Alguns líderes, porém, culpam este país diretamente, como o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que se refere à doença como o “vírus chinês”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o número de vítimas da pandemia pode continuar a aumentar até que uma vacina eficaz seja encontrada e ela possa ser distribuída globalmente.

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    “Quando a epidemia estourou, nunca imaginei que o número de mortes pudesse ser tão alto”, afirmou à AFP Guo Jing, outro residente de Wuhan. “Superou tudo o que se pode imaginar e continua subindo”, acrescentou.

    Com AFP

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