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Crise do metanol: o que se sabe até agora e quais as dicas para brindar sem riscos?

Intoxicações já somam 24 mortes no país, enquanto autoridades de saúde apuram novos casos, principalmente no estado de São Paulo

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 dez 2025, 17h00 • Atualizado em 23 dez 2025, 17h12
  • Uma a cada cinco garrafas de uísque ou vodca vendidas no Brasil é falsificada. O dado consta em um estudo realizado em 2024 pela Euromonitor International para a Associação Brasileira de Bebidas Destiladas.

    Em meio ao avanço do mercado paralelo de bebidas alcoólicas, o país foi marcado neste ano por uma crise sanitária associada à exposição ao metanol. De acordo com dados mais atualizados do Ministério da Saúde, foram confirmados 74 casos de intoxicação, com 24 óbitos. O estado de São Paulo concentra a maior parte das ocorrências: 51 casos confirmados e 11 mortes. Outros oito óbitos ainda estão em investigação, sendo quatro em território paulista.

    O metanol é um álcool de uso industrial, empregado como solvente e combustível. No organismo, ele é metabolizado em compostos ainda mais tóxicos, capazes de provocar acidose metabólica, danos neurológicos e cegueira, além de levar à morte. A gravidade do quadro é agravada pelo fato de que os sintomas iniciais costumam se confundir com os de uma ressaca.

    Sintomas que não devem ser ignorados

    Segundo o Ministério da Saúde, os sinais de intoxicação por metanol costumam surgir entre 12 e 24 horas após a ingestão e incluem dor abdominal, náusea, confusão mental e alterações visuais. Diante desse quadro, a orientação é procurar imediatamente um serviço de emergência.

    Ao chegar à unidade de saúde, o paciente deve informar que consumiu bebida alcoólica e em qual contexto isso ocorreu. Nos casos confirmados, o tratamento indicado é a administração controlada de etanol farmacêutico, por via oral ou intravenosa, conforme avaliação clínica.

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    Para os profissionais de saúde, a recomendação é acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da região. O país conta atualmente com 32 centros, distribuídos em 19 estados.

    O que o consumidor precisa observar

    Durante o período mais crítico da crise, a maior parte dos casos foi registrada em distribuidoras e adegas, tanto clandestinas quanto formais. Ainda assim, bares e restaurantes não ficaram de fora.

    Para o consumidor, a principal recomendação é evitar situações de maior risco. O diretor-executivo da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), Edson Pinto, alerta que bebidas alcoólicas nunca devem ser consumidas quando fracionadas em doses provenientes de vendedores ambulantes ou bares informais.

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    “No fim do ano, o consumo de bebidas alcoólicas tende a ser maior e, por isso, muitas pessoas aproveitam a alta demanda para fazer o comércio paralelo”, afirma Edson.

    Entre as orientações para reduzir o risco de exposição estão:

    • Comprar apenas bebidas fechadas, em distribuidoras de reputação conhecida
    • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado, um dos principais indicativos de comércio paralelo
    • Verificar a tampa, que deve estar intacta, sem amassados, bem ajustada ao gargalo e com impressões de boa qualidade
    • Observar o líquido, que deve apresentar cor e volume idênticos entre produtos da mesma marca, além de aspecto limpo e cristalino
    • Avaliar a garrafa, que não deve ter riscos, sinais de reutilização ou acabamento irregular
    • Conferir os rótulos, que precisam conter contra-rótulo em português, registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e dados completos do fabricante.
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