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Dengue: veja o ranking dos estados com maior número de casos

Acre, Espírito Santo e São Paulo são as unidades federativas com maior incidência de casos em relação ao número de habitantes

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jan 2025, 12h16

O ano passado começou com um grande alerta vermelho em relação à dengue: só no primeiro mês o país registrou mais de 300 mil casos prováveis da doença, após um dezembro com 76 mil brasileiros infectados. Era o prenúncio de um ano de recordes. Em 2025, embora os números não apontem para um cenário tão superlativo, a expectativa ainda é de índices bem acima da média.

Só nas primeiras semanas do ano, o Ministério da Saúde já registrou mais de 50 mil casos prováveis – um número menor do que o mesmo período de 2024, mas, ainda assim, preocupante. Veja abaixo os estados com maiores números de casos e o coeficiente que indica número de casos para cada 100 mil habitantes, de acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses:

Estado Número de Casos Prováveis Casos/100 mil habitantes
São Paulo 28,4 mil 61,8
Espirito Santo 5,1 mil 126,6
Minas Gerais 4,3 mil 20,3
Paraná 4,1 mil 34,9
Goiás 1,9 mil 27,0
Santa Catarina 1,7 mil 21,4
Mato Grosso 1,5 mil 39,3
Acre 1,2 mil 141,4
Rio de Janeiro 742 4,3
Distrito Federal 638 21,4
Bahia 450 3,0
Mato Grosso do Sul 386 13,3
Rio Grande do Sul 349 3,1
Pará 347 4,0
Pernambuco 343 3,6
Amazonas 226 5,3
Tocantins 205 13,0
Paraíba 181 4,4
Rio Grande do Norte 177 5,1
Ceará 166 1,8

Os estados de Alagoas, Piauí, Sergipe, Maranhão, Rondônia, Roraima e Amapá tem menos de 100 infecções prováveis registradas, com um coeficiente menor que 3 casos por 100 mil habitantes.

Apesar desse cenário, nas próximas semanas as coisas podem mudar. Projeções da pasta já haviam apontado para a possibilidade de incidência maior da doença em seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná. “Para fazer essa estimativa o Governo segue uma modelagem preditiva que aponta para uma alta na temporada que começou em outubro de 2024 e vai até setembro de 2025”, diz Melissa Falcão, Infectologista da Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana, na Bahia, e membro do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

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Um fato novo ainda levanta preocupações: a doença tem quatro sorotipos diferentes, mas a infecção por um não garante a proteção contra todas elas. O que acontece em 2025 é que dados epidemiológicos apontam para uma maior circulação da variante 3 do vírus da dengue, conhecida como DENV3, em ao menos quatro estados. Essa variante não aparecia de maneira majoritária há pelo menos 17 anos, o que significa que grande parte da população, em especial crianças e adolescentes, nunca a contraiu e, portanto, está susceptível.

Como evitar novas casos de dengue?

Para tentar evitar que o surto de 2025 seja tão alto quanto o do ano passado, o governo anunciou a criação do Centro de Operações de Emergência (COE), que deve atuar diretamente com os estados e municípios para centralizar a coordenação das ações de resposta à dengue. Além disso, segundo o secretário-adjunto da pasta, Rivaldo Venâncio da Cunha, as tecnologias para combate deixam de ter um status de pesquisa e passam a integrar as políticas públicas – são elas a instalação de estações disseminadoras de larvicidas, que matam as larvas do A. aegypti, a utilização de mosquitos estéreis, que interrompem o ciclo de reprodução do vetor e, por último, a adição de 40 cidades à relação de locais que receberão os insetos infectados com a bactéria Wolbachia, tornando-os inaptos a transmitir as arboviroses.

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A responsabilidade do poder público, contudo, não exime a população das ações de combate. Estima-se que 75% dos focos estejam nas casa, e, por isso, para evitar a proliferação do Aedes aegypti são importantes medidas como: 

  • Evitar água parada em pneus, latas, lonas e garrafas vazias
  • Observar plantas e potes que possam acumular água
  • Limpar a caixa d’água regularmente e mantê-la fechada
  • Desentupir calhas
  • Eliminar entulhos
  • Cobrir piscinas que não estejam em uso
  • Permitir a visita de agentes comunitários de saúde

O uso de repelentes e inseticidas, embora limitados, também podem ajudar a evitar a infecção. Além disso, a imunização com a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda, está disponível para jovens de 10 a 14 anos. 

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Ainda, de acordo com as recomendações da pasta, “todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno.”

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