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Entidades alertam para o risco de remédios manipulados para emagrecimento

Versões alternativas e sem regulamentação da semaglutida e da tirzepatida têm ganhado popularidade

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 6 fev 2025, 13h47 - Publicado em 6 fev 2025, 13h13

Desde que os análogos do GLP-1 e GIP foram aprovados pela agência reguladora americana e pela Anvisa, medicamentos como o Ozempic, o Mounjaro e o Wegovy ganharam popularidade tanto para o tratamento de diabetes como para redução da obesidade. A alta procura, no entanto, tem estimulado um mercado paralelo que levanta preocupação de especialistas e levou entidades médicas a chamarem atenção para os riscos de versões alternativas e manipuladas dessas drogas. 

O alerta foi publicado nesta quarta-feira, 5, pelas Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). De acordo com o documento, o uso desses medicamentos é uma prática “crescente, preocupante e perigosa.”

Isso acontece porque princípios ativos como a semaglutida e a tirzepatida precisam passar por processos rigorosos de fabricação que garantem que as injeções sejam estéreis, para evitar a infecção dos pacientes, e estáveis, para impedir a degradação do medicamento. “Relatos da FDA documentam problemas graves de administração em versões alternativas ou manipuladas, com doses superiores ou inferiores às recomendadas, contaminações e substituição por outros compostos”, afirmam as entidades. 

O problema é, de fato, disseminado. Ao procurar pelos termos “ozempic” ou semaglutida, o Google Shopping retorna uma porção de fórmulas em comprimido ou gotas por preços que variam de dezenas a centenas de reais e prometem resultados semelhantes ao dos medicamentos originais. O problema é que essas formulações não são aprovadas pela Anvisa nem possuem comprovação científica de eficácia, além de podem apresentar efeitos adversos desconhecidos. 

Há também relatos de falsificações. Em outubro, a Anvisa recebeu um comunicado da farmacêutica Novo Nordisk, responsável pela produção do Ozempic, sobre indícios de que canetas de insulina teriam sido readesivadas. A suspeita era que os adesivos tenham sido retirados indevidamente de canetas originais de um lote da medicação e utilizados em embalagens de insulina vendidas.

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Como evitar o “ozempic manipulado”?

O documento faz recomendações para evitar que os pacientes sejam submetidos aos riscos promovidos por essas promessas falsas. São elas:

  • que os profissionais de saúde não prescrevam semaglutida ou tirzepatida alternativas ou manipuladas. Apenas utilizem medicamentos aprovados por agências reguladoras, com fabricação industrial certificada e vendidos em farmácias 
  • que os pacientes rejeitem tratamentos que incluam versões alternativas ou manipuladas dessas moléculas, vendas diretas em sites, aplicativos ou em consultórios e busquem alternativas aprovadas pela Anvisa
  • que os órgãos reguladores e fiscalizadores, em especial ANVISA e Conselhos de Medicina, intensifiquem as ações de fiscalização sobre todas a fases, empresas e pessoas envolvidas nessa prática

A Anvisa ainda orienta que a população e os profissionais de saúde fiquem atentos às características da embalagem do Ozempic e adquiram somente produtos dentro da caixa, em farmácias regularizadas junto à vigilância sanitária, sempre com a emissão de nota fiscal. Além disso, a agência recomenda que não sejam adquiridos produtos de sites e canais que comercializam medicamentos usando nomes de marcas ou aplicativos de vendas, além de perfis em redes sociais que oferecem os produtos.

(Com Agência Brasil)

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