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Estudos revelam impacto mortal da poluição do ar na saúde cardiovascular e respiratória

Queimadas causam 1,5 milhão de mortes por ano, com 450 mil ligadas ao coração e 220 mil a problemas respiratórios, afetando mais países pobres

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 2 jan 2025, 15h49 - Publicado em 17 dez 2024, 08h00

Um estudo publicado na revista científica The Lancet revelou que a poluição causada por incêndios florestais e de vegetação está associada a mais de 1,5 milhão de mortes anuais em todo o mundo. Esse número, quase 7.000 vezes maior que as 221 mortes diretamente atribuídas às chamas em 2018, evidencia o impacto devastador da poluição atmosférica por partículas finas (PM2,5) e ozônio (O3). Esses poluentes, invisíveis a olho nu, são carregados pelo vento por centenas ou até milhares de quilômetros, atingindo populações muito além das áreas diretamente afetadas pelas queimadas.

Os dados mostram que, dos 1,53 milhão de óbitos, 450 mil foram causados por problemas cardiovasculares, enquanto 220 mil pessoas perderam a vida por doenças respiratórias. A África Subsaariana, que registrou quase 40% das mortes globais, lidera em número de vítimas, mas países como China, Índia, Congo, Indonésia e Nigéria também enfrentam números alarmantes devido à combinação de alta densidade populacional, queimadas intensas e regulamentação ambiental insuficiente.

Além disso, o estudo aponta uma tendência preocupante: entre 2000 e 2019, as mortes cardiovasculares relacionadas à poluição de incêndios aumentaram 1,67% ao ano, refletindo o agravamento da crise climática. Em países de baixa renda, a mortalidade atribuída a essa poluição é quatro vezes maior do que em nações de alta renda, evidenciando não apenas a gravidade do problema, mas também as desigualdades ambientais que o acompanham.

Vilã silenciosa da saúde cardiovascular

Outro estudo publicado na revista Blood reforça os riscos à saúde associados à poluição do ar, desta vez conectando a exposição crônica a partículas finas (PM2,5) e óxidos de nitrogênio (NOx) ao aumento do risco de tromboembolismo venoso, quando coágulos bloqueiam o fluxo sanguíneo nas veias e podem atingir os pulmões. A análise acompanhou mais de 6.500 participantes ao longo de 16 anos e descobriu que concentrações mais altas desses poluentes podem aumentar significativamente a chance de desenvolver coágulos sanguíneos perigosos.

O estudo destaca que partículas poluentes podem desencadear inflamação e disfunção vascular, favorecendo condições que levam à formação de trombos. Além disso, áreas urbanas e próximas a rodovias foram identificadas como focos de maior exposição, sobrecarregando populações já vulneráveis e intensificando desigualdades de saúde. Mesmo um aumento modesto na exposição a PM2,5 foi associado a um risco 39% maior da doença.

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Esses achados convergem com dados globais que apontam para um impacto desproporcional da poluição em países de baixa e média renda, onde a densidade populacional e a menor regulamentação ambiental ampliam os danos. No contexto das mudanças climáticas e incêndios florestais, o agravamento dos níveis de poluição atmosférica pode intensificar esses riscos, evidenciando a necessidade de políticas públicas que reduzam emissões e protejam as populações mais afetadas.

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