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Fim do Zé Gotinha? Não, mas a vacina da pólio vai mudar no Brasil

A partir desta segunda-feira, 4, imunizante contra a paralisia infantil será aplicado apenas em versão injetável; entenda esquema vacinal

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 nov 2024, 18h00 | Atualizado em 6 jun 2026, 11h15
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Inspiração para o personagem Zé Gotinha no ano de 1986, a vacina oral contra a poliomielite — também conhecida como pólio e paralisia infantil — será substituída pela versão injetável a partir desta segunda-feira, 4. A mudança considera recomendações internacionais para fortalecer ainda mais a segurança da imunização e não vai tirar de cena o mais importante símbolo da vacinação no Brasil.

Com o novo esquema, as duas doses de reforço com vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a famosa gotinha, serão substituídas por uma dose da vacina inativada poliomielite (VIP). Assim, todo o esquema vacinal será feito com a injeção.

A definição sobre a implementação da VIP como imunizante exclusivo foi anunciada ainda no primeiro semestre deste ano, quando o Ministério da Saúde fez uma campanha de vacinação para aumentar a cobertura vacinal contra a pólio.

Embora a gotinha tenha sido essencial para o combate à doença e para evitar sequelas — e até a morte de crianças –, ela passou a ser substituída pela versão injetável para fechar totalmente o cerco contra a poliomielite.

Isso porque um tipo do patógeno que se forma a partir da vacina oral pode levar ao risco de infecção quando é excretado pelas fezes. Embora não seja a forma selvagem do poliovírus, é altamente perigoso quando se espalha em regiões onde as taxas de vacinação são baixas ou são afetadas por catástrofes ou conflitos, responsáveis pelo comprometimento das redes de saneamento.

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Veja como fica o esquema com a VIP:

  • 2 meses – 1ª dose
  • 4 meses – 2ª dose
  • 6 meses – 3ª dose
  • 15 meses – dose de reforço

Brasil livre da pólio

Desde 1989,  o Brasil não tem casos de paralisia infantil e, há 30 anos, o país recebeu a certificação de de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

Esse agente altamente contagioso pode infectar adultos e crianças por meio do contato direto com fezes e secreções eliminadas pela boca dos pacientes. Foi com as sequelas que deixou na população infantil que a doença se tornou mais conhecida por desencadear paralisia nos membros inferiores, nos músculos da fala e da deglutição, atrofias musculares e problemas nas articulações. Não há tratamento para a pólio e, em casos graves, ela pode levar à morte.

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Segundo o Ministério da Saúde, até maio deste ano, o índice de crianças vacinadas estava em ascensão. O número de crianças com menos de 1 ano que tinham recebido a VIP estava em 85,42%. Os dados de 2023 indicam que o percentual foi de 84,63%. Em 2022, o índice foi de 77,2%.

E o Zé Gotinha?

O personagem que nasceu para fortalecer a conscientização sobre a importância de vacinar as crianças contra a pólio continuará nas campanhas, segundo o Ministério da Saúde.

“O personagem entrou em campo também para alertar sobre a prevenção de outras doenças imunopreveníveis, como o sarampo. Portanto, ele continua trabalhando em prol da imunização. O Zé Gotinha se tornou um símbolo universal na missão de salvar vidas e um aliado importante no processo de educação e combate às notícias falsas”, diz nota da pasta sobre o tema.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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