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Opas emite alerta sobre aumento de casos de coqueluche nas Américas

Órgão informou que casos da doença que causa tosse persistente têm crescido desde 2023; crianças correm mais risco de complicações

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 dez 2025, 19h31 | Atualizado em 9 dez 2025, 19h31

Com a alta de casos de coqueluche desde 2023, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fez um alerta nesta terça-feira, 9, para que os países das Américas aumentem as coberturas vacinais, principalmente entre bebês e crianças mais novas, população que mais pode ser afetada pela doença que causa tosse persistente e pode desencadear quadros de pneumonia, convulsão, lesão cerebral, parada respiratória e morte.

Na região, o menor número de casos foi registrado em 2022, totalizando 3.284 registros. A alta teve início em 2023, quando as notificações saltaram para 11.202. No ano passado, foram 66.184 casos. Um levantamento para atualizar a situação epidemiológica foi realizado em dez países das Américas e comprovou que a tendência de crescimento permanece. O balanço completo sobre 2025 será divulgado no ano que vem.

“A coqueluche é uma doença prevenível por vacina, mas seu ressurgimento evidencia lacunas na imunização e na vigilância epidemiológica”, disse, em comunicado, Daniel Salas, gerente executivo do Programa Especial de Imunização Integrada da OPAS.

De acordo com a entidade, há um aumento global da doença, que passou de 167.407 em 2023 para 977.000 no ano passado, um incremento de 483,6%.

Queda na cobertura vacinal

A Opas informou que houve queda na cobertura vacinal durante a pandemia de covid-19, de modo que os índices atingiram o nível mais baixo dos últimos 20 anos.

“Em 2024, a cobertura melhorou para 89% e 87%, respectivamente, embora as disparidades entre e dentro dos países persistam”, disse a entidade.

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Para evitar surtos, a cobertura tem de atingir ao menos 95% com as três doses da vacina DTP para crianças com menos de um ano. No ano passado, 21 países atingiram a cobertura de 95% ou superior para a primeira dose do imunizante, dez países ficaram entre 90% e 94%, dez entre 80% e 89% e quatro países relataram cobertura vacinal inferior a 80%.

Em países como Argentina, Brasil e Colômbia, as crianças com menos de 1 ano foram as mais impactadas pela doença, totalizando entre 30% e 40% dos episódios.

“É urgente que os países garantam uma cobertura vacinal alta e consistente, especialmente entre crianças menores de cinco anos, para proteger os mais vulneráveis e prevenir surtos”, afirmou Salas.

Saiba mais sobre a coqueluche

Infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis, a coqueluche é transmitida a partir do contato com pessoas infectadas pelas gotículas espalhadas pela tosse, espirro ou durante a fala.

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Os pacientes podem apresentar febre baixa, coriza, mal-estar geral, mas o sintoma mais característico é a tosse intensa, com crises súbitas, emissão de som de guincho e que pode levar a episódios de dificuldade para respirar, rosto avermelhado ou azulado e vômitos.

A vacina é oferecida gratuitamente nos postos de vacinação na rede pública. Veja o esquema:

Bebês e crianças:

  • Primeira dose: 2 meses
  • Segunda dose: 4 meses
  • Terceira dose: 6 meses
  • Primeiro reforço: 15 meses
  • Segundo reforço: 4 anos

Gestantes:

Em cada gestação, a partir da 20ª semana gestacional, uma dose da vacina dTpa

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