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Pesquisadores propõem mudança no diagnóstico de autismo; entenda

Outros critérios comportamentais podem ser mais importantes que as habilidades sociais, diz artigo científico

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 mar 2025, 09h00

Não é impressão sua, a taxa de pessoas com autismo realmente tem crescido. De acordo com dados do Censo Escolar do Brasil, o número de estudantes com essa condição matriculados em escolas comuns aumentou de 89 mil em 2017 para mais de 600 mil em 2023. Com base nesse crescimento e visando melhorar os diagnósticos, pesquisadores recomendam um aprimoramento das diretrizes de avaliação dessa síndrome. 

A ideia foi veiculada em um artigo científico publicado na revista científica Cell, uma das mais prestigiosas no campo da saúde, nesta quarta-feira, 26. Lançando mão de uma ferramenta de inteligência artificial, eles notaram que os comportamentos repetitivos e interesses especiais são mais relevantes no diagnóstico de autismo do que habilidades sociais. 

Isso não quer dizer que esses critérios sejam ignorados. Hoje, eles já são levados em consideração na avaliação dos especialistas, mas o que a pesquisa mostrou com base nos 4 mil prontuários analisados é que, enquanto as habilidades de comunicação ou interação social estavam mais associadas a casos inconclusivos ou descartados, outros critérios como movimentos repetitivos, padrões ritualizados de comportamento e interesses restritos estão mais relacionados a laudos definitivos. 

+Primeiro estudo de frequência de autismo no Brasil revela 1 caso a cada 30 crianças

“Nosso objetivo não era sugerir que poderíamos substituir os médicos por ferramentas de IA no diagnóstico”, afirma o autor Danilo Bzdok, da McGill University, em Montreal, em comunicado. “Em vez disso, buscamos definir quantitativamente quais aspectos do comportamento observado ou do histórico do paciente um médico utiliza para chegar a uma determinação diagnóstica final. Ao fazer isso, esperamos capacitar os médicos a trabalhar com instrumentos de diagnóstico que estejam mais alinhados com suas realidades empíricas.”

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Isso é importante porque, embora existam critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, essas avaliações são feitas clinicamente e, muitas vezes, estão sujeitas a subjetividades do médico. Além disso, mesmo que os critérios mais relevantes com base no artigo também sejam levados em consideração, o próprio documento prioriza o diagnóstico com base nas habilidades sociais. “Isso sugere a necessidade de revisão dos critérios diagnósticos há muito estabelecidos nos instrumentos considerados padrão-ouro”, escrevem os autores. 

Agora, esses resultados serão avaliados pela comunidade e, caso outras pesquisas confirmem esses achados, é possível que, no futuro, as diretrizes sejam modificadas para aprimorar o diagnóstico. 

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