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As máquinas aprenderam: o salto da inteligência artificial em 2024

A Academia Sueca, que não é boba nem nada, tratou de glorificar a IA, porque os tempos mudaram

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 20 dez 2024, 14h53 - Publicado em 20 dez 2024, 06h00

Um dia, quem sabe, um robô movido a inteligência artificial (IA) levará um Prêmio Nobel — e então a civilização voltará a celebrar o conhecimento, porque assim caminha a humanidade. Enquanto esse tempo não chega (e, insista-se, talvez não demore tanto assim) deu-se em 2024 um extraordinário passo: as láureas de física e química contemplaram aplicações embebidas de algoritmos, que entraram definitivamente na vida cotidiana das pessoas neste primeiro quarto do século XXI. Dito de outro modo: a Academia Sueca, que não é boba nem nada, tratou de glorificar a IA, porque os tempos mudaram.

O Prêmio Nobel de Física, entregue para John J. Hopfield, da Universidade Princeton, e Geoffrey E. Hinton, da Universidade de Toronto, reconheceu a relevância das redes neurais e do “aprendizado de máquina”. Essas tecnologias, deflagradas no século passado, formam as bases essenciais para o desenvolvimento de sistemas computacionais capazes de criar textos, imagens e vídeos — um dos principais temas em rodas de discussão desde o surgimento do ChatGPT, em 2022, com consequências profundas na medicina, na programação e também na economia mundial.

Na química, a condecoração foi para a outra ponta de pesquisa, atenta ao uso prático, no cotidiano, das IAs. Ao agraciar David Baker, da Universidade de Washington, e Demis Hassabis e John M. Jumper, do Google DeepMind, o Nobel destacou o necessário e belo caminho de convergência entre as ciências. Ao aproximar a programação de computadores com pesquisa básica, o trio foi pioneiro ao utilizar o cérebro eletrônico, agora capaz de aprender de maneira quase autônoma, para criar e olhar de perto proteínas fundamentais na engenharia e na biomedicina. Era uma demanda de décadas, complexa demais para a capacidade analítica humana, mas que agora ganhou ferramentas que abrem espaço para um melhor entendimento do mundo biológico e para uma torrente de inovações. É um movimento prolífico — ao infinito e além —, qualificado para aproximar os profissionais de laboratório, um tantinho encastelados, do dia a dia da sociedade. Sinônimo: inteligência, pouco importa se real ou artificial.

Publicado em VEJA de 20 de dezembro de 2024, edição nº 2924

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