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Chinesa Huawei lança seu mais potente smartphone

O Mate 30 carrega o resultado das sanções econômicas aplicadas pelos EUA à China: é o primeiro Android sem a loja de aplicativos da Google

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 set 2019, 18h26 | Atualizado em 19 set 2019, 19h18

A gigante chinesa da telefonia Huawei anunciou nesta quinta-feira 19, em Munique, Alemanha, o seu novo smartphone top de linha, o Mate 30. Com tecnologia de ponta, o aparelho será comercializado sem aplicativos da Google pré-instalados devido às sanções americanas contra a companhia.

“Devido à proibição americana, (…) não podemos pré-instalar” os aplicativos Google, declarou Richard Yu, diretor de serviços ao consumidor da Huawei. Apesar disso, enfatizou, a marca chinesa oferece acesso a outros 45 mil apps, por meio de sua plataforma.

O aparelho foi apresentado como mais avançado que os concorrentes Galaxy Note 10, da Samsung, e iPhone 11, da Apple. E, assim como fez a Apple, a Huawei deu destaque ao potencial das câmeras. O conjunto desenvolvido em parceria com a renomada Leica tem quatro sensores, sendo duas câmeras principais com 40 megapixels — uma batizada como “Ultra-wide Cine” e a outra “SuperSensing Wide”, uma telefoto de 8 megapixels e sensor de profundidade 3D.

O processador é Kirin 990, desenvolvido pela HiSilicon e já vem preparado para o 5G e, segundo a companhia, oferece velocidade de conexão superior aos concorrentes. Em vídeo comparativo com o Galaxy Note 10+, o smartphone da Samsung alcançou taxa de download de 985 megabits por segundo, enquanto o Mate 30 Pro foi a 1,5 gigabit por segundo.

O Huawei Mate 30 Pro 5G, com 8GB de memória RAM e 256GB para armazenamento, vai custar 1.199 euros, cerca de R$ 5,5 mil em conversão direta, enquanto o com 4G sairá por 1.099 euros, o equivalente a R$ 5 mil. Uma versão de luxo, com design assinado em parceria com a Porsche, 12GB RAM e 512GB, sairá por 2.095 euros, ou R$ 9,6 mil. O Huawei Mate 30, com 8GB RAM e 128GB de espaço de memória, custará 799 euros, ou cerca de R$ 3,7 mil.

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A Huawei foi eleita como “inimiga” por Trump, atacada diretamente pelos Estados Unidos em sua guerra comercial com Pequim e, em maio, inscrita em uma lista suja do governo americano. As empresas americanas de serviços e peças não podem comercializar com a companhia chinesa, acusada de espionagem.

Com isso, a empresa sediada na cidade de Shenzen deixa de ser cliente e passa a ser rival da Google. Junto com o novo smartphone, anunciou também um investimento de “mais de 1 bilhão de dólares” para “ajudar desenvolvedores de aplicativos” e evitar, assim, a dependência do público dos serviços da gigante americana.

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