Lula e Flávio Bolsonaro têm bases consolidadas. A disputa pode ser definida por quem conquistar os eleitores sem alinhamento político fixo
Pesquisas recentes mostram um cenário equilibrado: lulistas, bolsonaristas e direita e independentes. O grupo do meio pode ser decisivo
São eleitores que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita. Também costumam mudar de voto com mais facilidade
Os independentes apresentam índices de abstenção superiores aos dos eleitores mais engajados politicamente. Por isso, mobilizá-los virou prioridade
Em eleições apertadas, pequenas mudanças nesse grupo podem alterar o resultado. Eles são cerca de 30% dos eleitores, de acordo com a Quaest
Pesquisas mostram que esse eleitor costuma reagir menos a discursos ideológicos e mais a temas práticos: economia, emprego e segurança.
O presidente tenta ampliar apoio fora da base tradicional do PT. Ganhar esse eleitor que está 'no meio do campo' pode reduzir a dependência do eleitorado fiel
O senador precisa crescer além do núcleo bolsonarista. Sem avançar entre os independentes, o caminho para o segundo turno fica mais difícil
Toda nova pesquisa mede justamente para onde esses eleitores estão caminhando. Eles costumam antecipar mudanças de tendência
Lula e Flávio lideram as pesquisas. Mas o eleitor que ainda não escolheu um lado pode acabar definindo quem chegará ao Palácio do Planalto