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A ameaça do El Niño ao sistema elétrico brasileiro

Projeções indicam avanço de ondas de calor, pressão sobre hidrelétricas e acendem alerta para o setor elétrico brasileiro

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 Maio 2026, 17h43 | Atualizado em 15 Maio 2026, 10h27

A possível formação de um novo episódio de El Niño em 2026 acendeu um alerta no setor elétrico brasileiro.

Estudo da Nottus aponta que o fenômeno climático pode elevar o risco de ondas de calor, aumentar o consumo de energia e pressionar a geração hidrelétrica no país.

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Segundo a análise, após o fim do atual ciclo de La Niña, previsto para o primeiro trimestre de 2026.

As condições no Oceano Pacífico Equatorial devem migrar rapidamente para um cenário de neutralidade climática, com possibilidade de transição para El Niño entre maio e julho, de acordo com projeções da NOAA, agência meteorológica dos Estados Unidos.

O estudo afirma que, mesmo em uma versão de intensidade fraca ou moderada, o fenômeno pode ter efeitos relevantes diante do avanço do aquecimento do planeta.

Entre os principais impactos esperados estão temperaturas acima da média nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, com maior frequência de ondas de calor e aumento da demanda por refrigeração e consumo de eletricidade.

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No Norte e Nordeste, a tendência é de redução das chuvas, o que pode afetar reservatórios e pressionar a geração hidrelétrica, responsável por parte significativa da matriz elétrica brasileira.

“O principal ponto não é discutir se teremos um El Niño forte ou muito forte, mas entender que eventos climáticos hoje acontecem em um contexto de aquecimento do planeta, o que potencializa extremos meteorológicos”, afirmou Alexandre Nascimento, sócio-diretor da empresa.

O levantamento também cita os efeitos observados durante o último episódio de El Niño, entre 2023 e 2024, período em que o Brasil registrou recordes de demanda de energia em meio a sucessivas ondas de calor.

Para a consultoria, o cenário reforça a necessidade de planejamento operacional no setor elétrico, além de monitoramento hidrológico e gestão de carga para reduzir riscos de desequilíbrios no sistema.

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Especialistas do setor têm apontado que eventos climáticos extremos passaram a influenciar de forma mais direta o consumo de energia e a capacidade de geração no país, sobretudo em um contexto de temperaturas mais elevadas e maior volatilidade climática.

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