A relação entre o El Niño e a ventania que causou estragos em SP e Rio
As rajadas chegaram a atingir uma velocidade de 124,9 km/h
As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foram atingidas por ventos violentos nesta quarta-feira, 29. No interior do Estado paulista, as rajadas chegaram a 124,9 km/h, superando a velocidade mínima de furacões – 119 km/h. Já no território carioca, os ventos alcançaram 81 km/h. Mas esse evento climático tem alguma relação com o El Niño?
No último fim de semana, o Rio Grande do Sul foi afetado por um sistema de tempestades que causou fortes chuvas. As consequências foram diversas: enchentes, alagamentos e, até mesmo, a morte de algumas pessoas. Em razão do inverno ser uma estação geralmente seca no hemisfério sul e das precipitações terem sido causadas por uma mudança anômala dos ventos, os meteorologistas acreditam que esse fenômeno está relacionado ao El Niño.
Os ventos em São Paulo e no Rio de Janeiro tiveram influência do mesmo sistema de tempestades que impactaram a Região Sul, portanto o evento climático também pode ser um sinal da ação do El Niño.
O que é um El Niño?
Segundo o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), o El Niño ocorre quando a água da superfície do Pacífico equatorial fica mais quente que a média e os ventos do leste sopram com menos intensidade que o normal. Esse fenômeno é periódico e acontece em um intervalo de 3 a 5 anos. Em 2026, porém, o evento climático previsto será mais intenso, por isso ele foi classificado como Super El Niño. Isso acontece quando a temperatura na superfície do Oceano Pacífico ultrapassa +2°C em relação à média histórica.
Qual é a intensidade do El Niño deste ano?
O Super El Niño previsto para este ano pode ser o mais forte dos últimos 150 anos, segundo análise da empresa de meteorologia Metsul. Em concordância à estimativa da organização brasileira de previsão do tempo, o NOAA, afirmou que o fenômeno previsto tem 81% de chance de ser “muito forte”, a categoria máxima.
Estima-se que o El Niño se acentue até setembro e que ele possa ser comparado ao de 2015/2016. Há dez anos, os termômetros marcaram um aumento de 3ºC no mar e, em 2026, o nível de aquecimento dos oceanos no mês de julho pode aumentar de 3ºC a 4ºC.







