Junho termina com frio generalizado e chuvas atípicas no Sudeste e Centro-Oeste
Nova frente fria avança pelo continente e provoca fenômeno da friagem até no sul da Amazônia
Os últimos dias de junho serão marcados por uma virada brusca nas condições meteorológicas em grande parte do Brasil, conforme indicam as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Climatempo. Esse panorama meteorológico interrompe o padrão inicial do inverno e acende um sinal de alerta para episódios de tempo severo. O encerramento do mês consolida a transição sazonal com o primeiro grande evento de frio abrangente e ventania da estação no Centro-Sul brasileiro.
A grande novidade nos radares meteorológicos é a possibilidade real de formação de um novo ciclone associado a uma frente fria de forte intensidade. Diferente de sistemas anteriores que se desenvolveram em alto-mar, este ciclone começa a se organizar em terra a partir de uma área de baixa pressão na região de fronteira internacional. Esse posicionamento faz com que o sistema ganhe força rapidamente à medida que avança pelo continente, funcionando como o principal motor para espalhar a instabilidade e injetar uma forte massa de ar polar pelo país.
A Região Sul e o estado de Mato Grosso do Sul serão as áreas mais impactadas por esse sistema entre os dias 27 e 30 de junho. A atuação do ciclone trará temporais isolados, chuvas volumosas com acumulados expressivos e rajadas de vento que podem atingir a marca dos 75 quilômetros por hora, especialmente na faixa litorânea. Logo na retaguarda da frente fria, o ar polar avançará provocando um declínio térmico acentuado, fazendo com que os termômetros fiquem abaixo dos 10 graus Celsius em diversas cidades sulistas.
À medida que o sistema frontal se desloca, a umidade e o vento também alcançarão o Sudeste e porções do Centro-Oeste. O avanço da frente fria gerará um cenário de nebulosidade persistente e pancadas de chuva com raios em São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Goiás e no Triângulo Mineiro. Essa configuração resulta em um comportamento atípico para este período do ano, que normalmente é caracterizado pelo início da estiagem e do tempo seco nessas faixas centrais do território nacional.
Nas demais regiões do país, os reflexos serão mais isolados. O ar frio remanescente conseguirá atingir o sudoeste da Amazônia, onde Rondônia e Acre devem registrar o fenômeno da friagem com declínio térmico sutil. Enquanto isso, o extremo Norte e a faixa litorânea do Nordeste continuam sob o domínio de pancadas de chuva frequentes, associadas à combinação de calor e aos ventos alísios.







