Vale amplia uso de inteligência artificial em minas de minério de ferro
Empresa vai levar a outras operações tecnologia testada em Itabira, que elevou produtividade e reduziu perdas de ferro no rejeito
A Vale vai ampliar o uso de automação, inteligência artificial e sistemas digitais em suas operações de minério de ferro no Brasil.
A empresa firmou nesta terça-feira (11) uma nova etapa de parceria com a ABB para levar a outras plantas as tecnologias testadas na Usina Modelo de Conceição II, em Itabira (MG).
A primeira unidade a receber os sistemas será a planta de beneficiamento de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), onde a implantação já começou. A previsão é que a tecnologia entre em operação no início de 2027. Outras unidades em Minas Gerais e no Pará também estão previstas no programa.
A tecnologia permite acompanhar em tempo real mais de 400 variáveis do processo de beneficiamento do minério e fazer ajustes automáticos na operação. O objetivo é aumentar a produtividade e a qualidade do minério, além de reduzir a necessidade de trabalhadores em atividades de maior risco.
A Usina Modelo de Conceição II começou a utilizar os sistemas em 2024 e foi inaugurada oficialmente em junho deste ano.
Segundo a Vale, desde a implementação da tecnologia, a unidade registrou aumento de 25% na produtividade, crescimento de 40% na produção de minério premium destinado à redução direta e redução de 26% nas perdas de ferro no rejeito.
O beneficiamento é uma das etapas da produção de minério de ferro. Nela, o material extraído das minas passa por processos que retiram impurezas e aumentam a concentração de ferro antes de o produto seguir para os clientes.
A ABB atua na integração dos diferentes sistemas de automação e equipamentos utilizados na operação. Com o novo acordo, as empresas pretendem criar um modelo que possa ser replicado gradualmente em diferentes unidades da Vale.
A companhia também diz ter treinado operadores, instrumentistas e líderes da Usina Conceição II para trabalhar com o novo modelo. Os programas de capacitação incluem simuladores e ferramentas de realidade virtual.
A expansão faz parte da estratégia da Vale de digitalizar suas operações de mineração. A empresa pretende usar dados coletados por sensores e sistemas automatizados para tornar os processos mais previsíveis e reduzir intervenções manuais.







