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A avaliação do MPF sobre argumento de Buzzi para se livrar de acusação de assédio

Para MPF, relatório urológico não traz qualquer referência que permita excluir a possibilidade da prática de assédio sexual atribuída ao magistrado

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 14h03 | Atualizado em 9 jul 2026, 14h08
A avaliação do MPF sobre argumento de Buzzi para se livrar de acusação de assédio Priorizar nos meus resultados Google

A alegação da defesa do ministro Marco Buzzi, do STJ, de que um diagnóstico de disfunção sexual impossibilitaria os episódios de assédio sexual dos quais ele é acusado foi contestada pelo MPF.

Para o Ministério Público, o relatório urológico apresentado pelos advogados, que aponta uma disfunção sexual moderada, não traz qualquer referência que permita excluir a possibilidade da prática de assédio sexual atribuída ao magistrado.

A avaliação foi compartilhada pelo órgão no processo administrativo que tramita no STJ.

Para sustentar essa leitura, o MPF mencionou a oitava realizada com um médico ouvido como testemunha no processo. Na ocasião, o vice-presidente do STF e relator do processo administrativo contra Buzzi, Luis Felipe Salomão, questionou se o estado de saúde do ministro seria compatível com um dos episódios relatados por uma das denunciantes. A resposta do médico é que a ocorrência dos fatos não seria impossível.

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O médico explicou que, apesar das limitações de atividades em função da diferença no comprimento das pernas, da dificuldade de equilíbrio, da redução de força e do maior risco de quedas, isso não o impediria de ter tido as condutas das quais é acusado.

A posição do MPF é uma resposta a iniciativa dos advogados de Buzzi, que apresentaram laudos médicos sobre limitações físicas do magistrado para tentar afastar acusações de importunação e assédio sexual que estão sob investigadas.

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Desde abril, o ministro é alvo de um processo administrativo disciplinar, instaurado pelo STJ para apurar as denúncias feitas por duas mulheres.

 

 

 

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