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A ideia de professora para não ser atingida em operação que matou 6 no Rio

Ação policial mirou líderes da facção Terceiro Comando Puro e provocou pânico na Zona Oeste da capital

Por Anita Prado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 set 2025, 16h40 | Atualizado em 4 set 2025, 16h42

Uma cena flagrada pelo SBT durante a megaoperação das polícias Civil e Militar na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio, traduziu o clima de medo na manhã desta quinta-feira, 4. Em meio ao tiroteio, uma motorista atravessou a região com um cartaz improvisado. Em letras garrafais, repetidas duas vezes, lia-se “Professor” — tentativa de evitar ser confundida com criminosos e alvejada durante o confronto.

Ao longo da manhã, seis suspeitos foram mortos, dois presos e um arsenal de armas foi apreendido — entre elas, quatro fuzis e diversas pistolas.

O foco da operação

A ofensiva mirava Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, apontado como mandante do assassinato brutal da jovem Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, espancada até a morte em um baile funk na comunidade da Coréia, também na Zona Oeste, após recusar se relacionar com ele. Outro alvo era José Rodrigo Gonçalves Silva, o Sabão da Vila Aliança, tido como chefe do tráfico nas favelas da Vila Aliança e da Coréia.

Coronel é descrito por investigadores como figura violenta, que usa a força para impor medo e ampliar sua influência no TCP. Ele acumula mandados de prisão por homicídios, tráfico de drogas, roubo e participação em chacinas. Sabão, por sua vez, é considerado o principal articulador da facção na região.

Reféns e barricadas

Segundo a polícia, seis criminosos foram mortos dentro de um imóvel onde mantinham um pastor e uma criança como reféns. Houve confronto e eles foram neutralizados. As vítimas foram libertadas em segurança.

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Em outro ponto da comunidade, dois traficantes foram presos ao tentar sequestrar um ônibus para atravessá-lo na Avenida Santa Cruz, estratégia usada para barrar o avanço das forças de segurança. A dupla estava armada e portava material entorpecente.

A operação, planejada com base em informações de inteligência, mobilizou equipes da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (Ssinte), da Subsecretaria de Inteligência da PM (SSI), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Bope.

O tiroteio interrompeu a rotina da região. Imagens mostraram crianças uniformizadas deitadas no chão ou encostadas nas paredes de uma escola municipal próxima, em meio aos disparos. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a operação começou depois do horário de entrada, o que impediu a saída antecipada dos alunos.

O transporte público também foi afetado. De acordo com o sindicato Rio Ônibus, seis coletivos foram usados como barricadas, obrigando a alteração de itinerários de ao menos seis linhas. A SuperVia suspendeu a circulação de trens entre as estações Senador Camará e Augusto Vasconcelos.

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