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A lentidão do TSE no julgamento da cassação do governador de Roraima

Cassado quatro vezes na primeira instância, Antonio Denarium passou praticamente todo o mandato pendurado em recursos na Justiça Eleitoral, em Brasília

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 mar 2026, 16h19 | Atualizado em 25 mar 2026, 17h19
A lentidão do TSE no julgamento da cassação do governador de Roraima Priorize VEJA no Google

Cassado quatro vezes pela Justiça Eleitoral em Roraima, o governador Antonio Denarium tornou-se um fenômeno no TSE.

O tribunal cassou, nesta semana, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, mas arrasta, desde 2024, a análise dos recursos do mandatário de Roraima.

A análise do caso de Denarium tem uma coleção de pedidos de vista no TSE. Em novembro do ano passado, quando ocorreu a última tentativa de julgamento do caso — antes do atual pedido de vista do ministro Nunes Marques –, o placar contra Denarium chegou a 2 votos a 0 pela cassação do mandatário e do vice dele, Edilson Damião (Republicanos).

Segundo a denúncia, Denarium e Damião praticaram abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.  

Os políticos foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima no julgamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral ajuizada pela coligação Roraima Muito Melhor.

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Eles foram condenados por usar a máquina pública para praticar ações proibidas a agentes públicos no período eleitoral, com o objetivo de obter vantagens políticas na disputa, além de fazer uso eleitoral dos programas sociais “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. 

O TRE também tornou o governador inelegível e determinou a realização de novas eleições.   

O julgamento pelo TSE foi retomado, naqueles dias, com a apresentação do voto-vista do ministro André Mendonça, que acompanhou parcialmente o entendimento da relatora, ministra Isabel Gallotti, no sentido de confirmar a decisão do Tribunal de Roraima.

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De acordo com a relatora, a manutenção do acórdão regional se justifica em virtude das seguintes ações praticadas em ano eleitoral:  

  • distribuição de bens e serviços, com a entrega de cestas básicas e benefícios;  
  • reforma de residências de famílias de baixa renda;  
  • repasse de quase R$ 70 milhões em recursos do governo estadual para 12 dos 15 municípios do estado, sem a observância de critérios legais;  
  • extrapolação de gastos com publicidade.  
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