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A proposta de conselheiro do Corinthians para encerrar processo por xingar Janja

Primeira-dama pede 50.000 reais a título de danos morais após publicação ofensiva no Facebook em dezembro de 2022

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 16h50 | Atualizado em 3 mar 2026, 17h28

Manoel Ramos Evangelista, conhecido como Mané da Carne, um dos conselheiros do Corinthians, propôs pagar 5.000 reais para a primeira-dama, Rosangela da Silva, a Janja, para encerrar processo por danos morais movido por ofensa publicada em seu perfil no Facebook em dezembro de 2022. 

De acordo com os autos, ele se referiu a Janja como “putana”. “Vamos aguardar esses anos com o sapo barbudo e a putana da Janja e os 40 ladrões juntos”, disse na publicação. Questionado na própria postagem, ele respondeu mais uma vez: “Por acaso eu menti?” e “Futura primeira-dama só se for sua, seu esgoto, lixo”. 

Trecho da inicial da ação movida por Janja contra Mané da Carne
Trecho da inicial da ação movida por Janja contra Mané da Carne (TJSP/Reprodução)

Janja moveu ação contra Mané em janeiro de 2023 e pede 50.000 reais por danos morais e retratação pública. No dia 25 de fevereiro deste ano, os advogados de defesa Luiz Antonio Zuliani e Diogo do Carmo Borges peticionaram proposta de acordo no valor de 5.000 reais.  “Conforme já exaustivamente detalhado na peça defensiva, o réu é um cidadão idoso, hoje com 80 anos, que, à época dos fatos, passava por um momento de saúde delicado, sob efeito de fortes medicamentos que, como comprovado pela bula, podem causar ‘alteração do estado mental'”, registraram em trecho do documento os advogados. 

“Foi nesse estado de vulnerabilidade que o réu, infelizmente, foi mais uma vítima das inúmeras fake news que poluem o ambiente digital, sendo induzido a erro por uma montagem grosseira que circulava em aplicativos de mensagens. Ainda que tais fatos configurem atenuantes relevantes, o réu não busca se esconder atrás deles. Reconhece que errou, que sua publicação foi infeliz e inadequada. O arrependimento é genuíno e o desejo de reparar o erro, na medida do justo e do possível, é o que motiva a presente proposta”, sustentam os defensores.

Os advogados afirmam ainda que a proposta de 5.000 reais “não é um valor aleatório, mas sim a quantia que melhor se amolda aos ditames da lei e da justiça”. 

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