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Acusado de vínculo com PCC apresenta renúncia na disputa eleitoral em São Paulo

Ministério Público já havia pedido que Justiça Eleitoral rejeitasse registro de candidatura de Emerson Dias Rocha depois de operação contra o crime organizado

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 ago 2026, 16h26
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Depois de ser preso em uma operação que apura envolvimento junto ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Emerson Dias Rocha, então candidato a deputado estadual, apresentou uma carta à Justiça Eleitoral para renunciar a tentativa de conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O documento foi encaminhado pelo partido Podemos, pelo qual ele tentava chegar ao cargo. “Por ser expressão da minha livre manifestação de vontade, firmo a presente para que produza seus jurídicos e legais efeitos, requerendo sua juntada aos autos do respectivo pedido de registro de candidatura e a consequente homologação da renúncia”, diz trecho do documento assinado na segunda-feira, 24. O pedido de renúncia foi encaminhado por dois advogados da legenda na terça-feira, 25.

Rocha foi preso na última semana diante de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). “O principal investigado possui extensa ficha criminal e vínculo com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital, ou PCC, sendo apontado como responsável pelo conluio que envolve os demais investigados”, informou a Promotoria. Rocha tentava disputar uma eleição pela primeira vez. Natural de Belo Horizonte, ele se declarou à Justiça Eleitoral como empresário. Diante da prisão, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Justiça o indeferimento do registro de Rocha.

Na operação em que Rocha fora preso na semana passada, 21 mandados de busca e apreensão foram realizadas em Cotia, São Paulo, Jandira e São Lourenço da Serra, todas cidades paulistas, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Ainda segundo a Promotoria, durante as buscas, houve a apreensão de seis veículos: Jeep Commander, Jeep Compass, Volkswagen Taos, Volkswagen Polo, Mitsubishi L200 Triton e Chevrolet Onix. Também foram recolhidos aparelhos celulares, computadores, notebook, pen drive, cartões de memória e livros com anotações, materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações.

Crime na política

Em reportagem publicada em 8 de junho, VEJA mostrou que Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) e instituições estaduais atuam para evitar que candidatos ligados ao crime consigam apresentar candidatura junto à Justiça Eleitoral nas próximas semanas. Operações já estão em andamento e suspeitos monitorados. Até o dia da votação, em outubro, uma das metas das autoridades é permitir também que eleitores votem de maneira livre.

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Mas as preocupações de autoridades brasileiras chegam a outros patamares também. Um deles é o problema criado por criminosos ou aliados do crime que chegam ao poder. Uma das metas dessas associações é mudar legislações que possam beneficiá-las e trancar ou evitar investigações. Na parte administrativa do Poder Público, uma das metas das organizações é saber movimentos licitatórios para lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada criadas meses antes em uma preparativa para abocanhar contratos, movimento que ocorre em maior proporção em municípios.

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