Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90

Advogado de delatores de chacina no Pará diz ser alvo de ameaça

Rivelino Zarpellon atuou no processo de colaboração premiada de dois policiais suspeitos de participação na morte de dez sem-terra

Por Estadão Conteúdo 24 Maio 2018, 09h26 | Atualizado em 3 jul 2026, 21h40
Advogado de delatores de chacina no Pará diz ser alvo de ameaça Priorizar nos meus resultados Google

Um ano após a morte de dez sem-terra em uma ação da Polícia Militar em uma fazenda em Pau D’Arco, no Pará, o cenário ainda é de ameaças. O advogado Rivelino Zarpellon, que atuou no processo de colaboração premiada de dois policiais suspeitos de participação na chacina (cujos depoimentos resultaram na prisão de 15 pessoas), afirma que seu nome circula em uma lista de jurados de morte.

Zarpellon registrou um boletim de ocorrências na semana passada. “Não tenho mais tranquilidade. Tenho sido perseguido por pessoas que rondam minha casa”, disse.

A ação que resultou no massacre em Pau D’Arco no dia 24 de maio de 2017 foi conduzida pela Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), com apoio de policiais dos municípios paraenses de Redenção, Conceição do Araguaia e Xinguara, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT). As dez mortes (nove homens e uma mulher) ocorreram durante ação para cumprir mandados de prisão contra ocupantes da Fazenda Santa Lúcia, no chamado Acampamento Nova Vida.

Os 15 policiais (sendo 13 militares e dois civis) chegaram a ser presos preventivamente em setembro de 2017, mas foram soltos três meses depois por decisão no Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA). Em 16 de janeiro deste ano, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, negou liminar de habeas corpus.

Continua após a publicidade

O Ministério Público ofereceu denúncia após as investigações afastarem a versão de que os policiais teriam sido recebidos a bala pelos acampados. Os laudos periciais apontaram que as vítimas não tinham resíduos de pólvora nas mãos e, em alguns casos, foram alvejados de cima para baixo ou a curta distância. Além disso, alguns corpos tinham fraturas e ferimentos que, segundo o MP, “apontam mais um cenário de torturas e execuções que de troca de tiros”.

A advogada da CPT em Marabá, Andreia Silvério, disse que o processo segue agora para as alegações finais, mas não há data para o julgamento. O massacre de Pau D’Arco foi condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e pelo Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA RELÂMPAGO

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).