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Anac suspende empresa dona de helicóptero que caiu com Boechat

RQ Serviços Aéreos não tinha permissão para prestar serviços de táxi-aéreo. Jornalista e piloto morreram na queda da aeronave, na rodovia Anhanguera

Por João Pedroso de Campos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 fev 2019, 16h18 | Atualizado em 13 fev 2019, 16h22
Anac suspende empresa dona de helicóptero que caiu com Boechat Priorizar nos meus resultados Google

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou nesta quarta-feira, 13, que suspendeu preventivamente as atividades da RQ Serviços Aéreos Especializados, dona do helicóptero que caiu com o jornalista Ricardo Boechat, causando a morte dele e a do piloto Ronaldo Quattrucci, sócio-proprietário da empresa. A Anac também interditou as aeronaves da firma “por indícios de prática irregular de táxi-aéreo”. A suspensão vale a partir de hoje, quando será publicada no Diário Oficial da União.

A RQ Serviços Aéreos Especializados não tinha permissão para fazer transporte remunerado de passageiros. De acordo com a Anac, a empresa podia prestar os serviços de aerofotografia, aerorreportagem e aerocinematografia, “entre outros do mesmo ramo”. Assim, seria permitido, por exemplo, que passageiros com câmeras estivessem a bordo das aeronaves da empresa para executar tais serviços, mas era proibido que se cobrasse para fazer as viagens.

O helicóptero que levava Boechat, da fabricante Bell, matrícula PT-HPG, colidiu com um caminhão, caiu e explodiu na Rodovia Anhanguera, próximo ao quilômetro 7 do Rodoanel, em São Paulo. O acidente aconteceu por volta das 12 horas da segunda-feira. O jornalista retornava de Campinas, onde havia feito uma palestra em encontro da Libbs, empresa farmacêutica, na manhã de segunda. 

Além da aeronave que caiu, a frota da RQ Serviços Aéreos Especializados tem mais dois helicópteros, de matrículas PT-TRQ e PT-YSG. 

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Um processo de investigação foi aberto pela Anac no dia do acidente para apurar o tipo de serviço que foi prestado no transporte de Boechat. A agência disse ter comunicado oficialmente, além da própria RQ, as empresas envolvidas na contratação da viagem do jornalista: a Libbs e a Zum Brazil Eventos. Elas têm prazo de cinco dias úteis para responder ao ofício a partir da publicação no Diário Oficial da União.

Em 2011, a RQ Serviços Aéreos Especializados já havia sido multada pela Anac por disponibilizar tipos de viagem que não poderia executar. A empresa recebeu uma multa de 20.000 reais por veicular propaganda oferecendo voos panorâmicos. Após recursos no decorrer do processo na Anac, o valor efetivamente pago foi de 8.000 reais.

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Helicóptero regular

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o helicóptero que caiu com Ricardo Boechat tinha documentação dentro da validade e o certificado de aeronavegabilidade (CA) venceria em maio de 2023. A inspeção anual de manutenção (IAM) da aeronave precisaria ser feita novamente apenas no dia 16 de maio de 2019.

As causas do acidente ainda são desconhecidas e serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), que informou estar realizando a ação inicial da ocorrência, começo do processo de investigação.

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