Após oito anos, Rio de Janeiro pode voltar a ter nome de esquerda no Senado
Pesquisa Genial/Quaest indica liderança de Benedita da Silva (PT) à Casa Alta do Legislativo; bancada fluminense é dominada hoje pelo PL
Em 2027, o Rio de Janeiro pode voltar a ser representado pela esquerda no Senado após oito anos de monopólio da direita sobre a bancada estadual. A pesquisa Genial/Quaest publicada nesta segunda-feira, 27, indica a deputada federal Benedita da Silva (PT) na liderança da corrida fluminense à Casa Alta do Legislativo.
Em dois cenários, Benedita da Silva aparece numericamente na primeira posição com 11% a 12% das intenções de voto ao Senado. A deputada petista, ex-governadora do Rio de Janeiro, é seguida de perto pelo também deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos), ex-prefeito da capital, que varia de 8% a 9% do eleitorado.
Senador — Rio de Janeiro (cenário 1)
- Benedita da Silva (PT): 11%
- Marcelo Crivella (Republicanos): 8%
- Carlos Portinho (PL): 4%
- Márcio Canella (União): 4%
- Alessandro Molon (PSB): 3%
- Mônica Benício (PSOL): 3%
- Pedro Paulo (PSD): 3%
- Waguinho (Republicanos): 3%
- Marcos Dias (Podemos): 1%
- Sávio Neves (PSDB): 1%
- Helio Secco (Missão): 0%
- Indecisos: 22%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 37%
Senador — Rio de Janeiro (cenário 2)
- Benedita da Silva (PT): 12%
- Marcelo Crivella (Republicanos): 9%
- Carlos Portinho (PL): 4%
- Mônica Benício (PSOL): 4%
- Pedro Paulo (PSD): 4%
- Waguinho (Republicanos): 4%
- Marcos Dias (Podemos): 1%
- Sávio Neves (PSDB): 1%
- Helio Secco (Missão): 0%
- Indecisos: 23%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 38%
O último parlamentar de esquerda a ocupar um cargo no Senado pelo Rio de Janeiro foi Lindbergh Farias (PT), que entregou o cargo em 2019 — atualmente, o petista é deputado federal e vice-líder do governo Lula no Congresso.
Desde então, a bancada fluminense no Senado foi dominada pela direita bolsonarista. Atualmente, os três assentos são ocupados por Flávio Bolsonaro, Carlos Portinho e Romário, todos do PL.
O retrato atual das eleições, contudo, coloca em xeque a hegemonia dos senadores bolsonaristas pelo Rio. Flávio Bolsonaro, que concorre ao Planalto em 2026, pode ficar sem cargo se for derrotado, enquanto Carlos Portinho aparece com apenas 4% das intenções de voto na busca pela reeleição. Romário, por sua vez, foi reeleito em 2022 e tem mandato previsto até 2031.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.200 eleitores em 33 municípios do Rio de Janeiro entre os dias 21 e 25 de julho de 2026. A margem de erro é estimada em 3 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código RJ-02671-2026.






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