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Com lei do astronauta Marcos Pontes, Ayrton Senna entra para lista de ‘Heróis da Pátria’

Piloto passa a integrar o "Livro de Aço", publicação oficial que reúne as personalidades reconhecidas como relevantes para a construção da história do país

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 jul 2026, 19h44 | Atualizado em 11 jul 2026, 20h13
Com lei do astronauta Marcos Pontes, Ayrton Senna entra para lista de ‘Heróis da Pátria’ Priorizar nos meus resultados Google

O tricampeão mundial da Formula 1 Ayrton Senna ganhou neste mês o título oficial de Herói da Pátria. Foi o que foi reivindicado e aprovado por meio da lei 15.447, de 2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 30 de junho. O texto partiu de um projeto de lei apresentado ainda em 2024 pelo senador Marcos Pontes, o astronauta que também foi ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação durante o governo de Jair Bolsonaro.

Com a aprovação do projeto, o nome de Senna passa a integrar o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, uma edição criada em 1992 para grafar o nome de personalidades que tenham contribuído para a história do país. É também chamado de “Livro de Aço”, já que sua os nomes são literalmente grafados em páginas de aço, que ficam permanente em exposição no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Placa marrom com Panteão da Pátria Tancredo Neves em branco, em frente ao edifício branco de arquitetura moderna, com formas angulares. O céu azul claro tem nuvens esparsas, e há árvores verdes ao redor. Três pessoas e um busto escuro são visíveis na plataforma do panteão.
No Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, um livro com páginas de aço lista os heróis oficialmente reconhecidos do Brasil (Geraldo Magela/Agência Senado)

Até 2023, de acordo com um levantamento feito naquele ano pelo Senado, o Brasil tinha 64 heróis e heroínas reconhecidos oficialmente, sendo 51 homens e 13 mulheres. Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Machado de Assis, Santos Dumont, Anita Garibaldi, Chico Mendes e Zuzu Angel são outros que estão ali.

Para receber o título de Herói da Pátria e entrar para o livro, é necessário que o nome da personalidade seja aprovado, por meio de um projeto de lei, pelo Congresso Nacional. No caso de Senna, o projeto para sua inscrição foi aprovado em maio Comissão de Esporte (CEsp) do Senado, em caráter terminativo e sem a necessidade de votação no Plenário.

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Homem calvo de óculos e camisa polo branca, em pé, manuseia um livro grande de páginas metálicas com texto gravado, em ambiente escuro com iluminação colorida ao fundo
O chefe do Panteão da Pátria e da Liberdade, Almir Medeiros, folheia o “Livro de Aço”, o Livro dos Heróis e Heroínas do Brasil (3/03/2023) (Geraldo Magela/Agência Senado)

Em um discurso no Plenário do Senado na quarta-feira, 8, Marcos Pontes afirmou que ficou “extremamente feliz” pela aprovação de seu projeto e o reconhecimento de Senna no panteão dos heróis. “Não só pelo que ele representava como atleta, mas também, principalmente, pelo que ele representava como exemplo para as pessoas deste país”, disse. “Exemplo de patriotismo, de determinação, de luta por aquilo em que acreditava”, concluiu.

Nascido em 21 de março de 1960, em São Paulo, Ayrton Senna morreu em um acidente em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália. Atualmente, teria 66 anos.  Ele conquistou os títulos mundiais de 1988, 1990 e 1991 da Fórmula 1, além de ter vencido 41 Grandes Prêmios ao longo da carreira.

Com informações da Agência Senado e Agência Brasil

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