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Bar carioca acusado de antissemitismo tem alvará cassado

Estabelecimento mantinha na frente uma placa que avisava que cidadãos dos Estados Unidos e Israel não eram bem-vindos

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 abr 2026, 16h33 | Atualizado em 28 abr 2026, 17h13

O Bar Partisan, na Lapa, teve o alvará de funcionamento cassado pela Prefeitura do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 28, após ser acusado de antissemitismo e xenofobia. O estabelecimento mantinha na frente uma placa que avisava que cidadãos dos Estados Unidos e Israel não eram bem-vindos. A decisão ocorre após pedido formal do vereador Flávio Valle, presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo, para que Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) investigasse e cassasse a licença.

Com a publicação no Diário Oficial, Valle disse nas redes sociais que a “cidade não é lugar para ambientes segregadores, principalmente para os que aqui vem nos visitar”, acrescentando: “Aqui se faz, aqui se paga”. Antes disso, o Procon Carioca já havia multado o bar em R$ 9.520 pela sinalização considerada discriminatória, uma prática abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor.

Em nota, o Partisan demonstrou “profunda perplexidade e indignação diante da decisão” e afirmou que a “medida é considerada desproporcional, carente de razoabilidade e eivada de vício de finalidade”. O comunicado também alegou que “aplicar a interrupção definitiva das atividades de uma empresa por uma única infração administrativa de natureza interpretativa, e que já foi integralmente sanada após a primeira notificação, configura uma clara sanção política, e não técnica”.

“A defesa reitera que não houve, sob qualquer prisma técnico, a prática de crime de racismo ou xenofobia. Manifestações políticas contra as ações de Estados-Nação são protegidas pela liberdade de expressão e não constituem ilícito. É imperativo que se saiba que o Bar Partisan jamais impediu a entrada de qualquer pessoa”, acrescentou a defesa do bar.

O Partisan colocou uma nova sinalização, na semana passada, que dizia: “Israelenses devem entregar (Benjamin) Netanyahu ao TPI (Tribunal Penal Internacional)“. Na legenda, defendeu que “Estar do lado certo da história sempre foi um compromisso desta casa” e que “os crimes contra a humanidade ocorridos em Gaza e no Irã não podem ser tolerados!”. A corte emitiu um mandado de prisão contra o premiê por crimes de guerra em Gaza em 2024.

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