Chuvas em MG: mortes chegam a 64 com alerta vermelho ainda em vigor
Previsão é de chuva mais fraca nesta sexta-feira em Juiz de Fora, onde 58 vítimas fatais já foram confirmadas pelos bombeiros
A prefeitura de Juiz de Fora (MG) informou nesta sexta-feira, 27, que 58 pessoas já morreram em decorrência das fortes chuvas que atingem a cidade desde o início da semana. Com a atualização, sobe para 64 o total de vítimas fatais em toda a Zona da Mata Mineira — seis mortes já haviam sido confirmadas no município vizinho de Ubá.
Até a manhã de hoje, mais de 4.200 pessoas já haviam sido obrigadas a deixar suas casas em razão dos riscos de desabamento e enchentes, sendo direcionadas a abrigos municipais. Desde a última segunda-feira, 23, a Defesa Civil de Juiz de Fora registrou mais de 1.800 ocorrências em toda a cidade, entre deslizamentos de terra, ameaças de deslizamento, alagamentos e danos estruturais a residências e ruas do município.
As aulas na rede municipal continuam suspensas por tempo indeterminado. Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), as classes também não estão ocorrendo desde o início da semana, em razão dos alagamentos e dificuldade de acesso ao campus, e a administração se reúne hoje para avaliar a possibilidade de retomada do calendário na próxima segunda-feira, 2.
Nesta sexta-feira, Juiz de Fora amanheceu sob precipitação fraca, após uma pancada de chuva que atingiu a cidade na madrugada. Apesar do alívio nas tempestades, a cidade segue em estado de atenção para novos temporais — um novo alerta vermelho emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está em vigor desde a manhã de ontem, abrangendo 623 municípios em uma faixa que engloba Minas Gerais, a região entre o litoral de São Paulo e o Vale do Paraíba e todo o território do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
Também de acordo com o Inmet, Juiz de Fora registrou 733,6 milímetros de chuva entre os dias 1º e 26 de fevereiro — quase quatro vezes o volume esperado para todo o mês — e a previsão é de mais pancadas de chuva em regiões isoladas da cidade entre hoje e sábado, 28. O nível de risco geológico (deslizamento de encostas e queda de barreiras) e hidrológico (enxurradas e alagamentos) também continua elevado na Zona da Mata, segundo boletim do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).





