Oferta Relâmpago: Veja por 7,99

Como funcionava esquema de corrupção de R$ 86 milhões em autarquia do governo do Rio

Ao menos cinco foram presos, entre eles o presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 10h48 | Atualizado em 9 jul 2026, 12h21
Como funcionava esquema de corrupção de R$ 86 milhões em autarquia do governo do Rio Priorizar nos meus resultados Google

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou nesta quinta-feira, 9, 11 pessoas por desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM), um órgão executivo do governo do estado. Os integrantes do esquema movimentaram cerca de R$ 86 milhões entre julho de 2022 e maio de 2026 por meio de contratos firmados com a autarquia. Ao menos cinco foram presos, entre eles o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê.

São cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, em São Gonçalo e em Teresópolis. A ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) do Ministério da Justiça e da Corregedoria da Polícia Civil.

Segundo o Ministério Público, valores pagos a duas empresas contratadas foram transferidos para a Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), uma entidade usada como fachada para o saque do dinheiro em espécie. Os acusados responderão pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro.

+ Chiquinho Brazão é alvo de operação da PF contra esquema de desvio de emendas parlamentares

Os alvos

Didê, que também é ex-presidente da Câmara de São João de Meriti, é apontado como líder do esquema. Ele autorizava contratações, firmava contratos e controlava os pagamentos, de acordo com o MPRJ. Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, atuava como articulador do direcionamento das licitações, favorecendo as contratadas.

O delegado da Polícia Civil e diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM, Franquis Dias Nepomuceno, era responsável pela escolta armada do dinheiro através da Rioforte. Por sua vez, Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado então à frente da Procuradoria-Geral do IRM, emitia os pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato, segundo as investigações.

Continua após a publicidade

Caroline Soares Barros é presidente do Instituto BIO, usado como fachada para que o dinheiro fosse sacado, enquanto Amanda Íthala Santos da Paschoa, estaca por trás da fiscalização e aprovou contratos. A Justiça também aplicou medidas cautelares a outros investigados, como monitoramento eletrônico, o comparecimento regular ao fórum e proibição de saída do país.

Em nota, o governo do estado do Rio de janeiro reforçou “o compromisso com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o combate à corrupção”. Veja o comunicado completo abaixo.

A operação realizada hoje pelo Ministério Público (MPRJ) é fruto de um trabalho conjunto entre os órgãos do Estado. O Governo do Estado identificou indícios de irregularidades nos contratos, por meio de auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no Instituto Rio Metrópole (IRM).

Continua após a publicidade

Assim que os relatórios foram concluídos, o Governo do Estado encaminhou formalmente o material ao Ministério Público, órgão competente para conduzir investigações criminais.

O MP aprofundou a apuração, reuniu as provas necessárias e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira.

É importante destacar que o Instituto Rio Metrópole é uma autarquia cuja presidência possui mandato fixo de quatro anos. Diferentemente de cargos de livre nomeação e exoneração, a atual gestão foi nomeada na administração anterior e tem mandato até o final de dezembro de 2026.

O Governo do Estado reforça o compromisso com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o combate à corrupção.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).