Como funcionava o laboratório sofisticado de maconha desmantelado pela Polícia do Rio
Estrutura clandestina em Seropédica tinha estufas climatizadas, iluminação contínua e equipamentos para produzir variedades da droga
Uma casa em Seropédica, na Baixada Fluminense, escondia uma operação altamente estruturada de produção de maconha. No imóvel, policiais civis encontraram nesta sexta-feira, 10, um sistema projetado para controlar praticamente todas as etapas do cultivo, desde a reprodução das plantas até o processamento da droga. A descoberta ocorreu durante uma operação da 48ª DP (Seropédica), que investiga a atuação de um grupo envolvido na produção e distribuição de entorpecentes.
Segundo a Polícia Civil, o ambiente reproduzia condições ideais para o desenvolvimento da cannabis, com controle artificial de luz, temperatura e umidade. O espaço reunia estufas, equipamentos de climatização e insumos agrícolas específicos para maximizar a produção. Os agentes também localizaram materiais usados na fabricação de haxixe e mudas obtidas por clonagem, técnica que permite multiplicar plantas com as mesmas características genéticas.
A investigação aponta que a estrutura era voltada para a produção de maconha com alta concentração de THC, substância responsável pelos principais efeitos psicoativos da droga. Todo o material foi apreendido, e a polícia trabalha para identificar os responsáveis pelo laboratório clandestino.







